
Mirelle PinheiroColunas

Chefe do CV, Jiló dos Prazeres tinha mais de 130 anotações criminais
Claudio dos Santos foi morto ao trocar tiros com militares do Bope, o que fez com que integrantes da facção provocassem terror no Rio
atualizado
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O chefe do tráfico de drogas no Morro dos Prazeres, Cláudio Augusto dos Santos (foto em destaque), de 55 anos, morto durante um confronto com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), tinha cerca de 135 anotações criminais acumuladas em seu nome.
Classificado pelo atual secretário de Estado de PM e comandante-geral da corporação, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, como “bandido sanguinário”, o chefe do Comando Vermelho (CV) respondia por homicídio, sequestro, cárcere privado e tráfico de drogas, pelo menos desde 1990.
Entre seus crimes mais bárbaros, está o assasinato de um turista italiano, ocorrido em dezembro de 2016.
Roberto Bardella, de 52 anos, foi assassinado em dezembro de 2016 ao entrar na comunidade por engano. À época da morte do italiano, Jiló havia deixado a prisão há apenas 30 dias.
Ao anunciar a morte, o chefe da PM descreveu o criminoso como uma “liderança sanguinária e violenta, responsável por diversas ações criminosas na área do centro e Zona Sul da cidade.”
Terror no Rio
Na manhã desta quarta-feira (18/3), um ônibus foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, próximo ao acesso ao Túnel Rebouças, na região central do Rio, por traficantes do CV. O veículo foi destruído pouco depois da morte de Jiló dos Prazeres.
Além de Jiló, outras sete pessoas morreram na ação, que é um desdobramento de uma operação realizada nessa terça (17), quando foram expedidos 28 mandados de prisão contra integrantes do grupo.
