
Mirelle PinheiroColunas

Chefe de facção que torturou e matou fotógrafo é preso na Bolívia
O nome do homem aparecia na lista da difusão vermelha da Interpol. Foragido desde 2024, ele vivia no país com documentos falsos
atualizado
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Um brasileiro, que estava foragido da Justiça desde 2024, foi preso pela Polícia Nacional Boliviana em Santa Cruz de la Sierra nessa quarta-feira (10/9). Juliano Brion da Silva (foto em destaque) é apontado como líder da maior facção criminosa do Rio Grande do Sul (RS) e utilizava documento falso para permanecer no país vizinho.
A identificação do homem, que aparecia na lista da difusão vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal), foi possível a partir de informações repassadas pela Polícia Federal, por meio do Centro de Cooperação Policial Internacional no Rio de Janeiro (CCPI-RJ) e do oficial de ligação da PF na Bolívia.
Juliano possuía quatro mandados de prisão em aberto. Ele foi condenado em 2020 pelo homicídio do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni e já havia sido alvo de medidas de sequestro de bens no Brasil, avaliados em mais de R$ 120 milhões.
O preso será entregue em Corumbá (MS) e, posteriormente, encaminhado para penitenciária no Rio Grande do Sul, onde cumprirá pena.
O assassinato do fotógrafo
José Gustavo Bertuol Gargioni foi morto em julho de 2015, em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, com 19 tiros. À época, a polícia apontou que ele mantinha um relacionamento com uma mulher que era namorada de Juliano Biron.Foi constatado que o fotógrafo não sabia que ela estava em um relacionamento.
Conforme a investigação, a vítima foi torturada antes de ser assassinada.
O crime teria acontecido após a mulher chamar Gustavo para um encontro, uma emboscada para que Gargioni entrasse no carro em que o líder da facção estava.
