
Mirelle PinheiroColunas

Chefe da Polícia Civil do ES deixa cargo após entrar na mira da PF
A saída foi confirmada pelo governador Ricardo Ferraço, que atribuiu a decisão a questões de saúde e à aposentadoria iminente do delegado
atualizado
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O delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), José Darcy Arruda, pediu exoneração do cargo nesta sexta-feira (3/4), em meio a uma crise interna na corporação e após ser alvo de denúncia enviada à Polícia Federal (PF).
A saída foi confirmada pelo governador Ricardo Ferraço, que atribuiu a decisão a questões de saúde e à aposentadoria iminente do delegado.
A exoneração ocorre dias depois de Arruda ser citado em uma notícia-crime apresentada à Polícia Federal pelo delegado Alberto Roque Peres.
No documento, o chefe da Polícia Civil é acusado de coação de testemunha, além de outros possíveis crimes, como abuso de autoridade, prevaricação e tentativa de obstrução de investigação ligada ao crime organizado.
A denúncia está relacionada à Operação Turquia, que investiga suspeitas de envolvimento de policiais civis com o desvio e a comercialização de drogas e armas apreendidas.
Durante as apurações, um policial chegou a ser apontado como “o maior traficante da cidade”, informação que foi confirmada por Alberto em depoimento.
Antes da divulgação do caso na imprensa, Arruda anunciou que o delegado seria investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.
A medida é interpretada, na denúncia enviada à PF, como uma possível retaliação à colaboração de Alberto com a investigação federal.
