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Mirelle Pinheiro

Cei Norte usou empresas fantasmas para lavar dinheiro.

A empresa de decorações teria causado prejuízo superior a R$ 15 milhões aos cofres públicos do Distrito Federal

01/07/2026 09:15, atualizado 01/07/2026 10:46
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Material cedido ao Metrópoles
Cei Norte usou empresas fantasmas para lavar dinheiro

Alvo de operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã desta quarta-feira (1º/7), os responsáveis pela empresa Cei Norte Decorações, localizada em Taguatinga (DF), teriam contado com um esquema envolvendo empresas fantasmas para lavar dinheiro, conforme apurado pela coluna.

Batizada de Operação Ornamentum, a ação policial foi deflagrada com o objetivo de desarticular a suposta rede de sonegação fiscal, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, o prejuízo estimado aos cofres públicos do Distrito Federal supera R$ 15 milhões.

Os levantamentos apontam que o grupo teria utilizado empresas fantasmas para comprar e vender mercadorias. Essas empresas, de acordo com a PCDF, não possuíam contas bancárias nem estabelecimentos físicos e eram usadas para concentrar as dívidas tributárias, permitindo que o ICMS incidente sobre as operações comerciais deixasse de ser recolhido.

Ainda conforme a polícia, o grupo também utilizava uma empresa administradora de bens para concentrar imóveis e outros patrimônios de alto valor, em uma suposta estratégia para ocultar recursos obtidos com a sonegação fiscal.

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Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão
A operação mobiliza 43 policiais civis. Os investigados poderão responder por organização criminosa, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica
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A operação mobiliza 43 policiais civis. Os investigados poderão responder por organização criminosa, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

Divulgação/PCDF
Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão
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Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão

Divulgação/PCDF

Fraude em família

Segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária, do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, os investigados pertencem, em sua maioria, ao mesmo núcleo familiar que atua no ramo de ornamentação e decoração.

Ao todo, policiais civis cumprem nove mandados de busca e apreensão. Além das diligências, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados ao erário.

A operação mobiliza 43 policiais civis. Os investigados poderão responder por organização criminosa, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.