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Mirelle Pinheiro

Castro quer líderes do CV em presídios federais: veja lista dos alvos

Segundo o governador, mesmo encarcerados no sistema prisional fluminense, chefe do CV seguem comandando ataques

28/10/2025 20:17, atualizado 28/10/2025 20:18
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Reprodução / Redes sociais
Megaoperação contra o Comando Vermelho deflagrada no Rio de Janeiro complexos do Alemão e da Penha, na zona norte Metrópoles 1

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou, nesta terça-feira (28/10), que solicitou ao governo federal a transferência imediata de dez chefes do crime organizado para penitenciárias federais de segurança máxima.

Segundo o governador, mesmo encarcerados no sistema prisional fluminense, eles seguem comandando ataques orquestrados pelo Comando Vermelho (CV) contra o estado.


A solicitação inclui nomes apontados pela inteligência como responsáveis por articular confrontos armados, promover retaliações e dar ordens diretas durante a megaoperação deflagrada hoje nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital. Estes são os presos que Castro quer remover:

  • Wagner Teixeira Carlos, o Waguinho de Cabo Frio
  • Rian Maurício Tavares Mota, o Da Marinha
  • Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha
  • Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho
  • Alexander de Jesus Carlos, o Choque/Coroa
  • Leonardo Farinazzo Pampuri, o Léo Barrão
  • Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor
  • Fabrício de Melo de Jesus, o Bichinho
  • Carlos Vinícius Lirio da Silva, o Cabeça do Sabão
  • Eliezer Miranda Joaquim, o Criam
“Recebi um relatório das polícias Civil e Penal com os nomes das maiores lideranças do tráfico que, mesmo presas, ajudaram a provocar o terror no Rio. Tomei a decisão de pedir ao governo federal 10 vagas para transferência imediata desses criminosos de maior periculosidade”, declarou Castro.

Operação

Ao longo da madrugada e manhã, cerca de 2.500 agentes ocuparam as entradas das comunidades, cumprindo mandados contra lideranças do CV. O dia foi marcado por confronto intenso: escolas e unidades de saúde não abriram, e criminosos montaram barricadas, incendiaram acessos e lançaram explosivos com drones contra a polícia.

O balanço parcial aponta 81 presos e 64 mortos, entre eles quatro policiais:

  • Marcus Vinicius Cardoso Carvalho, 51 (PCERJ)
  • Rodrigo Velloso Cabral, 34 (PCERJ)
  • Cleiton Serafim Gonçalves, 42 (PMERJ/Bope)
  • Herbert Carvalho da Fonseca, 39 (PMERJ/Bope)

Com medo de retaliações, todos os policiais civis e militares do estado estão agora de sobreaviso, podendo ser convocados a qualquer momento para reforço nas ruas.

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Megaoperação no Rio de Janeiro
Megaoperação no Rio de Janeiro
Megaoperação das polícias deixa vários policiais feridos e mortos. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu os feridos. Na foto: policial baleado chegando ao HGV
Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi
Megaoperação no Rio de Janeiro
Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participaram da ação
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Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participaram da ação

GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo
Megaoperação no Rio de Janeiro
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Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
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Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Megaoperação das polícias deixa vários policiais feridos e mortos. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu os feridos. Na foto: policial baleado chegando ao HGV
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Megaoperação das polícias deixa vários policiais feridos e mortos. O Hospital Getúlio Vargas, na Penha, recebeu os feridos. Na foto: policial baleado chegando ao HGV

Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi
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Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, bandidos ordenam fechamento de comércio e usam lixeiras incendiadas para bloquear a via na rua Itapiru, no Catumbi

Fernando Frazão/Agência Brasil
Megaoperação no Rio de Janeiro
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Megaoperação no Rio de Janeiro

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Durante operação Contenção da polícia contra o Comando Vermelho, inspetoras da Polícia Civil catalogam apreensão de drogas
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Durante operação Contenção da polícia contra o Comando Vermelho, inspetoras da Polícia Civil catalogam apreensão de drogas

Fernando Frazão/Agência Brasil
Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil
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Durante operação polícia contra o Comando Vermelho, detidos são conduzidos para a Cidade da Polícia Civil

Fernando Frazão/Agência Brasil
Megaopoeração contra o CV, no Rio de Janeiro
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Megaopoeração contra o CV, no Rio de Janeiro

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Críticas ao governo federal

Durante coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), Castro voltou a cobrar apoio da União e criticou a negativa de empréstimo de blindados das Forças Armadas:

“Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar blindado, tinha que ter GLO, e o presidente é contra a GLO. Hoje o Rio está sozinho nessa luta.”

GLO (Garantia da Lei e da Ordem) é um mecanismo constitucional que permite o emprego das Forças Armadas em ações de segurança pública, mas depende de autorização do presidente da República.

Resposta do Ministério da Justiça

Em nota enviada à imprensa, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) rebateu as críticas e afirmou que atendeu a todas as solicitações da Força Nacional desde 2023; a PF realizou 178 operações no Rio só em 2025; a PRF reforça o combate ao roubo de cargas e veículos; há R$ 170 milhões federais disponíveis para segurança pública no estado; o governo federal já ofereceu vagas em presídios federais para criminosos indicados pelo estado.