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Mirelle Pinheiro

Buzeira é solto após 10 meses preso por ligação com o PCC

Ele estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, no interior de São Paulo, e foi solto nesta quarta-feira (19/8)

19/08/2026 12:22, atualizado 19/08/2026 12:34
Reprodução/Instagram
Buzeira é solto após 10 meses preso por ligação com o PCC

O influenciador Bruno Alexssander Souza Silva (foto em destaque), conhecido como Buzeira, foi solto nesta quarta-feira (19/8), após cerca de 10 meses de prisão preventiva. Ele havia sido preso durante a Operação Narco Bet da Polícia Federal (PF), deflagrada em outubro de 2025, por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.

Do lado de fora do presídio, uma multidão de fãs e familiares aguardava a saída de Buzeira.

Desde maio, o influenciador estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, no interior de São Paulo.

Antes disso, ele passou pelo CDP IV de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, e pela Penitenciária Odon Ramos Maranhão, em Iperó, na região de Sorocaba.

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Em um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (16/8), a defesa afirmou ter conseguido a revogação da prisão cautelar do influenciador e duas decisões favoráveis em habeas corpus.

“Após longos 10 meses de prisão cautelar, conseguimos finalmente a restituição do status libertatis do Bruno”, disseram os advogados na gravação.

Investigação

Como revelado pela coluna à época, a ação da Polícia Federal (PF) fez parte da Operação Narco Bet, que apura o uso de sites de apostas e criptomoedas para ocultar dinheiro do tráfico. Além de investigar um braço financeiro do tráfico internacional de drogas, responsável por lavar dinheiro obtido com o envio de cocaína à Europa.

Segundo as investigações, o grupo usava apostas online, rifas de carros e transações em criptomoedas para dar aparência de legalidade aos ganhos ilícitos.

A operação da PF bloqueou mais de R$ 630 milhões e cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em quatro estados.

Parte dos bens apreendidos inclui carros de luxo, relógios caros e documentos ligados ao setor de apostas online.

Segundo fontes da investigação, Buzeira teria atuado como figura de fachada para movimentações financeiras, emprestando sua imagem e empresas para viabilizar transações suspeitas no setor de apostas e rifas virtuais.