Brasileiro que matou ex com 72 facadas há 30 anos é preso no Paraguai
Marcos Panissa vivia no país vizinho sob identidade falsa e mantinha uma família que desconhecia sua verdadeira história

Após mais de três décadas foragido, o brasileiro Marcos Panissa, condenado pela morte da ex-esposa, foi localizado e preso nessa quarta-feira (15/4) no interior do Paraguai.
Como nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol, o homem foi preso em uma ação conjunta entre a Polícia Nacional do Paraguai, a Polícia Federal, o Gaeco-PR e a Polícia Militar do Paraná.
As investigações levantaram que Panissa vivia no país vizinho a partir de identidade falsa. Lá ele construiu uma nova família, que desconhecia sua verdadeira história, e mantinha uma rotina considerada discreta.
Após a captura, as autoridades paraguaias promoveram a expulsão do foragido, que foi entregue à Polícia Federal brasileira por meio do Comando Tripartite, estrutura de cooperação policial internacional sediada na região de fronteira.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO preso já se encontra sob custódia da Polícia Federal, que dará cumprimento ao mandado de prisão e adotará as providências legais cabíveis.
O crime de Panissa
O crime pelo qual Panissa estava foragido refere-se ao assassinato de sua ex-compaheira, Fernanda Estruzani Paniss, morta aos 21 anos de forma brutal, em 1989, com 72 facadas. Quando a matou, Panissa tinha 23 anos.
O assassinato foi cometido em Londrina (PR). À época, o homem confessou ter tirado a vida da ex-esposa por ciúmes. Ela queria terminar o relacionamento, mas ele não aceitou.
Pelo crime, o homem foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. Em 2010, a decisão, no entanto, foi reformada para 19 anos e seis meses.
Conforme declarou a juíza Elisabeth Khater, em 2018, caso Panissa não fosse encontrado até novembro de 2028, o crime prescreveria.





