"Batedor" de quadrilha ligada ao TCP é preso por série de roubos no Rio.
Yago dos Santos Domingos, conhecido como "Mega", foi preso no Leblon (RJ) enquanto conduzia uma motocicleta vermelha

Um homem apontado como integrante de uma organização criminosa vinculada ao Terceiro Comando Puro (TCP) foi preso nessa quinta-feira (15/10), no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro. Yago dos Santos Domingos, conhecido como “Mega”, é investigado por envolvimento em roubos e furtos na região e foi localizado enquanto atuava como batedor, segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).
De acordo com as investigações, a função consistia em observar o ambiente e identificar oportunidades para a prática de crimes patrimoniais. Yago também é apontado como autor de roubos e furtos.
Imagens de ações atribuídas a ele chegaram a ser divulgadas nas redes sociais.
A prisão foi realizada em uma ação conjunta de policiais civis da 6ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova), da 14ª DP (Leblon) e militares do 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM). O suspeito foi encontrado na Avenida Ataulfo de Paiva, enquanto conduzia uma motocicleta vermelha.
Além disso, as investigações identificaram uma relação direta entre Yago e Alexandre Bento Nunes, apontado como uma das lideranças da quadrilha de roubos e furtos da Zona Sul, oriunda do Complexo do São Carlos, e investigado por participação em uma tentativa de latrocínio contra um policial militar no Leblon.
Também foi identificado vínculo com Thiago Américo do Livramento, conhecido como “Cocão”. Ele é apontado como liderança ligada ao TCP no núcleo de receptação, responsável pelo recebimento, pela circulação e pelo escoamento de celulares proveniente dos crimes patrimoniais praticados pelo grupo.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSegundo a PCERJ, os elementos reunidos indicam uma estrutura criminosa dividida entre roubadores, furtadores, receptadores e fraudadores. Yago é apontado como integrante do núcleo operacional responsável pela obtenção direta dos bens e manteria contato com pessoas envolvidas na receptação e na comercialização dos aparelhos.
A prisão ocorreu após o cruzamento de informações de inteligência das equipes envolvidas na ação. A 6ª DP prossegue com as investigações para identificar e responsabilizar os demais integrantes.


