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Mirelle Pinheiro

Polícia mira golpistas que usavam fotos de familiares para pedir Pix.

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre cinco mandados de prisão preventiva em Várzea Grande nesta sexta-feira (16/10)

16/10/2026 09:15, atualizado 16/10/2026 09:24
Divulgação/PCMT
Polícia mira golpistas que usavam fotos de familiares para pedir Pix

Um grupo criminoso que teria montado uma central de golpes em Várzea Grande (MT) para cometer fraudes digitais é alvo de operação da Polícia Civil de Mato Grosso nesta sexta-feira (16/10). Investigações apontam que os suspeitos usavam indevidamente fotografias de familiares no aplicativo WhatsApp para pedir dinheiro via Pix.

Nesta sexta-feira (16/10), são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e cinco de afastamento de sigilo telemático. Todos os mandados são cumpridos em Várzea Grande.

A investigação que mira o grupo teve início em 2023, após uma tentativa de estelionato eletrônico. De acordo com a Polícia Civil, na ocasião, os criminosos utilizaram técnicas de engenharia social pelo aplicativo WhatsApp, empregando indevidamente a fotografia de familiares para solicitar valores via Pix. Como não houve pagamento, o crime foi classificado como tentado.

Inicialmente, os investigadores identificaram um dos criminosos envolvidos no crime. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão em setembro de 2025, quando foram apreendidos celulares e identidades falsas em nome de cidadãos de Mato Grosso.

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Com base nas informações obtidas na primeira fase, a investigação identificou os demais integrantes do grupo criminoso e elucidou a participação de cada um na dinâmica das fraudes digitais.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

A Polícia Civil informou que os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Alguns também responderão por tráfico de drogas.

As investigações continuam para a conclusão do inquérito, fase em que serão realizados os interrogatórios dos investigados e analisados os objetos apreendidos nesta segunda fase.

Persona Sintética

O nome da operação foi escolhido em razão das dezenas de documentos falsos encontrados com os criminosos.