Mirelle Pinheiro

Ataque ao cofre do crime: PCERJ já pediu bloqueio de R$ 12 bilhões

A cifra supera, por exemplo, o valor estimado da Mega da Virada

atualizado

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Peter Bauza/picture alliance via Getty Images
Pinturas nas paredes mostram que o CV (Comando Vermelho, uma das duas grandes organizações de drogas) reina aqui na favela Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, Brasil
1 de 1 Pinturas nas paredes mostram que o CV (Comando Vermelho, uma das duas grandes organizações de drogas) reina aqui na favela Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, Brasil - Foto: Peter Bauza/picture alliance via Getty Images

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) vai encerrar o ano com mais de R$ 12 bilhões em pedidos de bloqueio de bens e valores ligados a organizações criminosas.

O montante, alcançado desde setembro de 2024, início da gestão do secretário Felipe Curi, representa, segundo a corporação, o maior volume já requisitado pela instituição e simboliza uma virada na estratégia de enfrentamento ao crime organizado no estado.

A cifra supera, por exemplo, o valor estimado da Mega da Virada. E, na avaliação da cúpula da Polícia Civil, traduz o foco atual da corporação, atingir diretamente o eixo econômico que sustenta facções e redes criminosas.

Atingindo o caixa das facções

Somente no braço financeiro da Operação Contenção, que investiga o Comando Vermelho, foram solicitados aproximadamente R$ 7 bilhões em bloqueios.

As medidas atingem empresas de fachada, contas bancárias, imóveis, veículos de luxo e estruturas montadas exclusivamente para lavar dinheiro e reinvestir nos crimes de tráfico, comércio de armas e outras atividades criminosas.

Delegacias especializadas e distritais passaram a atuar de forma coordenada para rastrear movimentações financeiras e identificar patrimônios incompatíveis com a renda declarada de investigados. Essa integração, segundo a instituição, foi decisiva para alcançar cifras tão altas.

Mudança de cultura investigativa

A escalada de resultados está diretamente ligada à ampliação das investigações patrimoniais. Desde o ano passado, delegados e equipes passaram por capacitações internas promovidas pelo Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR), o que fortaleceu o domínio técnico sobre rastreamento e bloqueio de valores.

Como consequência, houve um salto nos indiciamentos relacionados à lavagem de dinheiro: aumento de 500% na atual gestão, segundo a PCERJ.

Para o secretário Felipe Curi, o foco no patrimônio desmonta narrativas de que a instituição atua apenas em confrontos armados.

“A Polícia Civil trabalha de forma silenciosa e técnica. As facções tentam ostentar poder, mas nós estamos retirando justamente aquilo que sustenta esse poder: o dinheiro.”

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