Mirelle Pinheiro

Ás de Ouros: quem era “Maquinista”, mandante da morte de Mãe Bernadete

Condenado pelo assassinato da líder quilombola, Marílio dos Santos era chefe do tráfico de drogas em Simões Filho (BA)

atualizado

metropoles.com

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Divulgação/SSP-BA
Maquinista
1 de 1 Maquinista - Foto: Divulgação/SSP-BA

Marílio dos Santos (foto em destaque), apontado como mandante do assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, era chefe do tráfico de drogas na região de Simões Filho, em Salvador (BA), e considerado um dos criminosos mais perigosos do estado. Ele integrava o “Baralho do Crime” da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-BA), ocupando a carta “Ás de Ouros”, que reúne foragidos de alta periculosidade.

Também conhecido como “Maquinista”, o homem foi morto na madrugada desta quinta-feira (16/4) após trocar tiros com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), na zona rural de Catu. Foragido da Justiça, ele havia sido condenado dois dias antes a 29 anos e 9 meses de prisão pelo crime.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o confronto ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão. Marílio teria reagido à abordagem, atirou contra os agentes e acabou baleado. Com ele, foram apreendidos uma arma de fogo e munições.

O crime

As investigações indicam que ele ordenou a morte de Mãe Bernadete em razão da oposição da líder quilombola às atividades criminosas na comunidade onde vivia. Mesmo foragido, Marílio foi levado a júri popular por ter advogado constituído.

O julgamento ocorreu no Fórum Criminal Ruy Barbosa, em Salvador, e terminou na noite de terça-feira (14), após dois dias de audiência, com a condenação em fechado.

Mãe Bernadete foi assassinada em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Ela estava dentro de casa com três netos quando homens armados invadiram o imóvel.

As crianças foram retiradas do local antes de os criminosos efetuarem cerca de 25 disparos contra a ialorixá.

Ao todo, seis homens foram identificados como envolvidos na ação.

Além de Marílio, Arielson da Conceição dos Santos, apontado como executor do crime, também foi julgado. Ele foi condenado a 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa.

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