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Mirelle Pinheiro

Alvo da PF, marido de deputada já foi preso com dinheiro na cueca

Renildo foi preso, em setembro de 2024, após sacar R$ 500 mil. Uma parte do dinheiro foi encontrada escondida em sua cueca

03/10/2026 17:48, atualizado 03/10/2026 17:56
PF/Divulgação
Alvo da PF, marido de deputada já foi preso com dinheiro na cueca

O nome do empresário Renildo Lima, marido da deputada federal Helena da Asatur (PSD), alvo de operação da Polícia Federal (PF) neste sábado (3/10), em Boa Vista (RR), já esteve estampado na imprensa em 2024, após ele ser flagrado com dinheiro vivo escondido na cueca.

À época, em setembro daquele ano, investigadores da PF abordaram Renildo após ele realizar um saque no valor de R$ 500 mil. Durante a revista pessoal, os policiais perceberam que parte das notas havia sido escondida nas partes íntimas do homem.

Os indícios apontavam que o dinheiro serviria para financiar compra de votos. Naquele ano, ocorreram as eleições municipais em todo o país.

No pleito de 2026, Helena concorre ao cargo de senadora por RR.

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Neste sábado (3), Renildo e outras pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão. A PF investiga suposta ligação entre R$ 4 milhões em espécie apreendidos na capital roraimense em setembro deste ano e as eleições gerais de 2026.

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Operação Moriarty

A ação deflagrada pela PF neste sábado (3) cumpriu mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação relacionada à apreensão de R$ 4 milhões, ocorrida logo após um saque feito em setembro deste ano, em Boa Vista (RR).

As medidas judiciais foram expedidas pelo Juízo Eleitoral das Garantias da 2ª Zona Eleitoral de Caracaraí (RR).

Segundo a PF, a investigação apura possível esquema de movimentação irregular de recursos financeiros em espécie, caracterizado pela realização de saques milionários, com indícios de vinculação à atividade eleitoral.

A análise preliminar dos elementos obtidos revelou indícios de movimentação de valores sem justificativa plausível e possível destinação relacionada a financiamento eleitoral irregular.

As diligências realizadas nesta fase visam obter novos elementos de prova, esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e identificar eventuais outros envolvidos nas operações financeiras investigadas.