Suplências viram alvo de cobiça e esquentam pré-campanha ao Senado
Suplências ao Senado Federal viram alvo de disputa em articulações em estados, como Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
atualizado
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Até mesmo as vagas de suplente ao Senado Federal entraram na disputa e passaram a ser alvo de cobiça nas articulações para as eleições de outubro. Em estados como Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, a corrida envolve razões distintas e mais de um nome.
Na Bahia, por exemplo, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), irá disputar a reeleição, e já há ao menos quatro cotados para sua suplência: a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), o ex-presidente da UPB Quinho Tigre (PSD), o ex-vereador e pai do líder do PSD na Câmara, Edvaldo Brito, e a vereadora Aladilce Souza (PCdoB).
Nos bastidores, a avaliação é de que a suplência de Wagner também virou objeto de cobiça porque o senador pode vir a ocupar ministério em eventual quarto mandato do presidente Lula, o que abriria espaço para que o suplente assumisse o mandato.
No Rio de Janeiro, a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que também disputará vaga na Casa Alta, enfrentou meses de divergências internas sobre a composição da chapa.
Aliados avaliam que a parlamentar, pela longa trajetória na política, pode não concluir o mandato — o que colocou a suplência na mira de uma ala do partido.
Nome influente do PT no estado, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, tentou emplacar o vereador Felipe Pires e o cantor gospel e pastor Kleber Lucas como possíveis nomes para a suplência de Benedita.
Ela, no entanto, defende a indicação do seu chefe de gabinete, Manoel Severino, ex-presidente da Casa da Moeda.
O impasse fez o PT nacional fazer intervenção no diretório do Rio. Benedita saiu vitoriosa e garantiu poder de decisão sobre a escolha de sua suplência.
Disputa na direita
No campo oposto, também há disputa semelhante. O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) teria condicionado seu apoio à candidatura do presidente da Alesp, André do Prado (PL), ao Senado à indicação de seu grupo para a suplência.
A avaliação é de que, em um eventual governo do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), André do Prado poderia ocupar um ministério, abrindo espaço para que Eduardo assumisse uma cadeira no Senado.
Eduardo é investigado pelo Supremo Tribunal Federal, mas aliados avaliam que, sob um eventual governo de seu irmão, haveria reconfiguração de seu cenário político e jurídico.










