
Planalto pressiona, mas senadores admitem votação da 6x1 após eleição
Lideranças do governo no Senado avaliam que PEC do fim 6x1 pode ficar para depois das eleições, apesar da pressão do Planalto

Apesar de o Senado Federal ter avançado com a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e da pressão do Palácio do Planalto, lideranças da Casa Alta admitem, nos bastidores, que a análise da matéria pode ficar para depois das eleições de outubro.
Segundo apurou a coluna, a avaliação é de que não haverá tempo hábil para concluir a tramitação antes do pleito. A PEC ainda está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que só deve iniciar a discussão do texto em 3 de setembro.
A avaliação entre os senadores ainda é de que parlamentares bolsonaristas devem tentar colocar em votação outras propostas relacionadas ao tema, entre elas a apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RJ).
O principal entrave, porém, pode ser o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Embora tenha encaminhado a PEC à CCJ, ele ainda pode postergar o andamento da matéria, de acordo com avaliação desses parlamentares.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA proposta, que reduz de 44 para 40 horas semanais o limite da jornada de trabalho, permaneceu 85 dias parada no gabinete do presidente da Casa. Alcolumbre condicionoua tramitação à retomada do diálogo com o Palácio do Planalto.
Como mostrou a coluna, o senador enviou só texto ao colegiado na sexta-feira (21/8), após três encontros com o presidente Lula.
Na sequência, o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), indicou Omar Aziz (PSD-AM) como relator da matéria.









