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Milena Teixeira

Planalto poupa Ciro de ataques para evitar associar operação a Lula

Integrantes do governo adotam cautela com Ciro Nogueira e evitam associação entre operação da PF e o presidente Lula

07/05/2026 11:13, atualizado 07/05/2026 12:19
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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva PT Palácio do Planalto no lançamento do Novo Desenrola Brasil Metropoles 8

Integrantes do governo, especialmente do Palácio do Planalto, têm evitado ataques públicos ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira, alvo de ação da Polícia Federal nesta quinta-feira (7/5), no âmbito da Operação Compliance Zero.

A coluna apurou que o Planalto quer evitar qualquer associação entre o presidente Lula e o uso político da PF, sobretudo após o novo embate com o Senado Federal em razão da rejeição do nome de Jorge Messias pela Casa Alta.

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Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ciro Nogueira é suspeito de atuar no Congresso para favorecer o Banco Master
Presidente Lula
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Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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Ciro Nogueira é suspeito de atuar no Congresso para favorecer o Banco Master
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Ciro Nogueira é suspeito de atuar no Congresso para favorecer o Banco Master

Arthur Menescal/Especial Metrópoles

A avaliação interna é de que, por estar em viagem oficial aos Estados Unidos ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Lula fica politicamente mais distante da operação.

Os dois estão no país americano por causa do encontro do titular do Palácio do Planalto com o presidente dos EUA, Donald Trump.

No fim do ano passado, Ciro Nogueira chegou a buscar apoio de Lula para sua reeleição no Piauí. Os dois se reuniram pessoalmente e, depois, o senador também esteve com o governador do estado, Rafael Fonteles (PT), na Suíça, como mostrou a coluna.

À época, Ciro e petistas costuraram acordo informal: o senador reduziria críticas à gestão federal, enquanto o governo não interferiria na disputa eleitoral piauiense.

Relações com o Banco Master

Em outra frente, integrantes da gestão petista avaliam que setores do governo, inclusive dentro do próprio PT, já tiveram relações ou prestaram serviços ao Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

A coluna revelou, em março, que parentes do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, estavam na folha de pagamento da instituição.