
Milena TeixeiraColunas

Planalto mapeia inconsistências em relatório da CPI do Crime
Integrantes do Palácio do Planalto mapeiam supostas inconsistências no relatório apresentado pela CPI do Crime Organizado
atualizado
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Integrantes do Palácio do Planalto mapeiam o que consideram uma série de inconsistências no relatório da CPI do Crime Organizado, que será apresentado nesta terça-feira (14/4).
O principal ponto em questão é o fato de o documento mencionar apenas ministros do Supremo Tribunal Federal, sem incluir agentes que, segundo o governo, estariam diretamente ligados ao crime organizado.
Outro aspecto que pesa é a motivação dos indiciamentos, baseada em crime de responsabilidade. A avaliação no governo é de que há fragilidades nessa tipificação.
Também chama atenção, segundo integrantes do Planalto, a ausência de indiciamentos de pessoas ligadas a facções criminosas, como o Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital.
Além disso, o governo questiona o fato de nenhum personagem associado ao chamado “caso Master”, como Daniel Vorcaro, constar entre os indiciados no relatório.
O que diz o relatório
A CPI do Crime Organizado chega ao fim nesta terça-feira, e o documento final que será apresentado pelo relator da matéria, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O relatório pede o indiciamento, por crimes de responsabilidade, dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Apesar de ser uma CPI que tem como foco o crime organizado e os seus tentáculos no país, nenhuma outra pessoa, além dos quatro, foi indiciada.
Os magistrados do Supremo e o PGR teriam, segundo o relatório de Vieira, “condutas consideradas incompatíveis com o exercício de suas funções”.




