Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Milena Teixeira

Os dois riscos que Lula assumiu na sabatina do JN, segundo aliados

Aliados apontam riscos assumidos por Lula e dizem que petista seguiu orientação de não citar Flávio e deixar ataques para a militância

28/08/2026 02:00
Reprodução/ Tv Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva PT durante sabatina no Jornal Nacional, na TV Globo Metropoles 1

Aliados do presidente Lula avaliam que o petista assumiu, ao menos, dois riscos durante a sabatina do Jornal Nacional, na noite desta quinta-feira (27/8).

Segundo integrantes da base aliada, um dos pontos mais delicados foi a declaração de Lula de que não conhece a lobista Roberta Luchsinger. A fala chamou atenção porque há registros fotográficos da empresária ao lado do presidente em diferentes ocasiões.

Os dois riscos que Lula assumiu na sabatina do JN, segundo aliados - destaque galeria
4 imagens
O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional
O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional
O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional
Lula e Roberta Luchsinger
1 de 4

Lula e Roberta Luchsinger

Reprodução/Instagram
O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional
2 de 4

O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional

Reprodução/ Tv Globo
O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional
3 de 4

O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional

Reprodução/ Tv Globo
O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional
4 de 4

O presidente Lula em sabatina do Jornal Nacional

Reprodução/ Tv Globo

Na avaliação dos aliados, a declaração deverá ser explorada pela oposição. O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, abordou o episódio nas redes sociais. “Mentir é tudo que ele sabe”, escreveu no X.

Como mostrou o Metrópoles, durante a entrevista, Lula negou qualquer relação com Roberta e chegou a ironizar uma possível relação com ela.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

“Só faltou ela dizer que eu ofereci a ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha, o Itamaraty. É de uma imbecilidade. Eu não conheço essa moça, eu nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, afirmou o presidente.

Defesa Jaques Wagner chama atenção

Outro ponto considerado um risco por aliados foi a decisão de Lula de sair em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo do Banco Master.

Durante a sabatina, Lula foi questionado sobre a investigação envolvendo o senador baiano, citado no contexto do caso. O presidente adotou um tom de defesa e fez críticas à condução das investigações.

“Até agora não está provado que o Wagner tem relação com o Banco Master. O Wagner tinha relação com o Augusto, que na época nem era do Banco Master. O que não posso admitir para mim e aceitar é que eu possa fazer política vivendo de ilações todo santo dia. Você tem o processo, investigação, a apuração. As pessoas são inocentes até que provem o contrário”, afirmou.

Na avaliação de integrantes do governo, a estratégia de Lula foi demonstrar confiança e blindar aliados diante das acusações. O receio, porém, é de que a oposição utilize as declarações para tentar aproximar o presidente das investigações e ampliar a pressão política sobre o governo.

Apesar disso, aliados avaliam que Lula demonstrou segurança durante boa parte da sabatina.

Por que Lula não falou de Flávio?

Como mostrou a coluna de Igor Gadelha, Lula optou por não citar Flávio Bolsonaro ao longo de toda a sabatina. O petista seguiu a orientação de integrantes do núcleo duro da campanha, que avaliam que ele “não deve se igualar” ao senador.

A estratégia defendida por esses aliados é deixar os ataques ao senador a cargo da militância e de integrantes do PT, enquanto Lula evita entrar diretamente no confronto com o parlamentar.