
Milena TeixeiraColunas

Os argumentos que o Centrão vai usar para rejeitar a CPI do Master
Centrão articula resistência à CPMI do Banco Master e deve usar fila de comissões e ano eleitoral como principais argumentos
atualizado
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Apesar da pressão de governistas e, agora, de bolsonaristas, a criação da CPMI do Banco Master não deve sair do papel, se depender de integrantes de partidos do Centrão no Congresso Nacional.
Segundo apurou a coluna com lideranças partidárias, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável pela instalação do colegiado, deve continuar resistindo à criação da comissão.
A avaliação entre parlamentares é de que tanto Alcolumbre quanto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresentarão argumentos para barrar o avanço da CPMI.
O primeiro deles é o de que já existe uma fila de comissões parlamentares à espera de instalação e que essa ordem precisa ser respeitada. Outro argumento é a falta de tempo hábil para a tramitação da matéria nas duas Casas, especialmente por se tratar de um ano eleitoral.
Uma terceira justificativa é que o Congresso Nacional estaria priorizando pautas consideradas mais relevantes, como o fim da escala 6×1.
Nos bastidores, porém, a avaliação é de que parlamentares resistem à criação da CPMI porque muitos deles mantêm ligação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Flávio e o Master
Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está no centro de uma crise após o portal The Intercept Brasil divulgar áudios nos quais ele aparece pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para patrocinar um filme sobre a trajetória de vida de Jair Bolsonaro, seu pai.
Desde quarta-feira (12/5), aliados bolsonaristas passaram a defender a criação de uma CPMI para investigar o banco.






