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Milena Teixeira

Os argumentos que o Centrão vai usar para rejeitar a CPI do Master

Centrão articula resistência à CPMI do Banco Master e deve usar fila de comissões e ano eleitoral como principais argumentos

15/05/2026 14:59, atualizado 15/05/2026 15:08
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Davi Alcolumbre e o Deputado Hugo Motta - Metrópoles

Apesar da pressão de governistas e, agora, de bolsonaristas, a criação da CPMI do Banco Master não deve sair do papel, se depender de integrantes de partidos do Centrão no Congresso Nacional.

Segundo apurou a coluna com lideranças partidárias, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável pela instalação do colegiado, deve continuar resistindo à criação da comissão.

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Davi Alcolumbre e Hugo Motta
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Oito meses antes das eleições gerais, o Congresso decidiu avançar com propostas de apelo popular como estratégia de campanha; na foto, à esquerda, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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Oito meses antes das eleições gerais, o Congresso decidiu avançar com propostas de apelo popular como estratégia de campanha; na foto, à esquerda, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Davi Alcolumbre e Hugo Motta
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A avaliação entre parlamentares é de que tanto Alcolumbre quanto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresentarão argumentos para barrar o avanço da CPMI.

O primeiro deles é o de que já existe uma fila de comissões parlamentares à espera de instalação e que essa ordem precisa ser respeitada. Outro argumento é a falta de tempo hábil para a tramitação da matéria nas duas Casas, especialmente por se tratar de um ano eleitoral.

Uma terceira justificativa é que o Congresso Nacional estaria priorizando pautas consideradas mais relevantes, como o fim da escala 6×1.

Nos bastidores, porém, a avaliação é de que parlamentares resistem à criação da CPMI porque muitos deles mantêm ligação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Flávio e o Master

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está no centro de uma crise após o portal The Intercept Brasil divulgar áudios nos quais ele aparece pedindo dinheiro ao dono do Banco Master para patrocinar um filme sobre a trajetória de vida de Jair Bolsonaro, seu pai.

Desde quarta-feira (12/5), aliados bolsonaristas passaram a defender a criação de uma CPMI para investigar o banco.