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Milena Teixeira

O senador que não fala com Alcolumbre desde a derrota de Messias

Relação entre Alcolumbre e o senador, que já vinha desgastada, estremeceu de vez após a derrota de Messias no Senado Federal

18/05/2026 07:55, atualizado 18/05/2026 09:16
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Matheus Veloso/Metrópoles
Davi Alcolumbre durante evento de lançamento da pré-candidatura à Presidência da República - Metrópoles

O presidente Lula tem sinalizado a aliados que pretende insistir na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e enviar novamente o nome ao Senado Federal.

O petista, porém, ainda não definiu quando fará o novo envio da indicação. Desta vez, segundo relatos de assessores, o chefe do Palácio do Planalto pretende participar diretamente da articulação política em torno do nome do ministro.

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Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques
Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
Jaques Wagner e Davi Alcolumbre
Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias
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Davi Alcolumbre selou aliança com a oposição no Congresso para derrotar Jorge Messias

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques
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Ação contra Davi Alcolumbre no STF será relatada pelo ministro Nunes Marques

Vinicius Schmidt/ Metrópoles
Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)

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Jaques Wagner e Davi Alcolumbre
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Jaques Wagner e Davi Alcolumbre

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Integrantes responsáveis pela articulação do governo no Senado ficaram com a relação desgastada com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), após a derrota do ministro.

É o caso do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), cujo contato com o chefe do Senado continua abalado.

A coluna apurou que, até a última sexta-feira (15/5), Alcolumbre e Jaques ainda não haviam conversado desde a rejeição do ministro.

A relação entre os dois, que já vinha desgastada, é considerada estremecida por parlamentares próximos aos dois.

Em entrevista ao Bahia Notícias, publicada em 6 de maio, Jaques Wagner comentou os impactos da indicação de Messias em sua relação com o presidente do Senado.

“Minha função como líder do governo é conversar com todo mundo. Converso com o presidente do Senado, com Flávio Bolsonaro… Se eu não conversar com todos, não consigo aprovar as matérias, porque nós não temos maioria. Infelizmente, minha relação ficou muito estremecida com o presidente do Senado, porque ele queria o Pacheco e, por eu ser líder do governo, ele acha que eu deveria arrancar isso do presidente. Mas, repito: não mando na cabeça do presidente”, declarou.

Aliados de Jaques apostam que, diante da “experiência” e da “habilidade política” do senador baiano, o diálogo com Alcolumbre deverá ser retomado. “Eles vão se entender no final”, disse uma fonte à coluna.

Um nome que tem atuado para reduzir a tensão é o senador Otto Alencar (PSD-BA). Como a coluna mostrou, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) mantém conversas frequentes por telefone com Alcolumbre.

Considerado um dos interlocutores de confiança de Lula e de Jaques, Otto tem defendido internamente que o governo restabeleça a interlocução política com o presidente do Senado.