Ministro de Lula diz que EUA é "hipócrita" ao taxar Brasil por trabalho escravo
À coluna, ministro diz que Brasil pode esclarecer dúvidas dos EUA, mas afirma que governo americano age com hipocrisia

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo dos Estados Unidos age com “hipocrisia” ao justificar a taxação sobre produtos brasileiros com alegações relacionadas ao trabalho análogo à escravidão.
À coluna, Marinho disse que o Brasil está disposto a prestar esclarecimentos ao governo americano, mas afirmou que as acusações feitas pelo presidente Donald Trump não têm fundamento.
Segundo ele, o país é reconhecido internacionalmente pelo combate ao trabalho escravo e à exploração de mão de obra infantil.
“Na verdade, é uma hipocrisia o que os Estados Unidos fazem, porque não tem absolutamente nenhum nexo com o assunto ao qual estão se referindo. Eles estão dizendo, na prática, que o Brasil não tem fiscalizado os produtos importados pelas empresas brasileiras e que, na origem da produção, foi utilizado trabalho forçado”, afirmou.
“Eu desconheço qualquer outro país que seja referência global como o Brasil é no combate ao trabalho análogo à escravidão e à exploração de mão de obra infantil. Não conheço. Nem Estados Unidos, nem Europa. Não sei de nenhum outro país que seja referência global nesse tema”, completou.
O ministro disse ainda que o governo brasileiro não aceitará o que chamou de “falácia” por parte dos Estados Unidos e afirmou que o país é uma referência para a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A Organização Internacional do Trabalho, quando vai orientar ou buscar referências, pede para entrar em contato e fazer acordos de cooperação com o Brasil. Nós somos referência”, declarou.
“Não podemos aceitar essa falácia do presidente americano de taxar o Brasil. Muitas vezes, isso serve para acobertar a ineficiência da sua própria indústria ou de determinados segmentos. Existe uma grande hipocrisia. Pode haver qualquer questão ideológica, qualquer outra discussão. Menos dizer que o Brasil não tem feito sua lição de casa nesse aspecto”, concluiu.










