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Milena Teixeira

Jerônimo sobre disputa a prefeito de Salvador em 2028: "Pode não ser o PT". Vídeo

Em entrevista à coluna, governador da BA falou sobre a disputa de 2028 e cobrou investigação sobre a falta de ônibus no dia da eleição

04/11/2026 06:00, atualizado 04/11/2026 10:17
Jerônimo sobre disputa a prefeito de Salvador em 2028: “Pode não ser o PT”
Jerônimo sobre disputa a prefeito de Salvador em 2028: “Pode não ser o PT”

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou à coluna na terça-feira (3/11) que o grupo político liderado por ele pretende disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições de 2028.

O petista, no entanto, evitou antecipar um nome para a disputa e disse que a candidatura poderá ser de qualquer partido da base aliada, como PT, PSD, Avante ou PSB.

“Vamos fazer a disputa. Pode não ser o PT. Eu não carrego essa obrigatoriedade de que tem que ser o PT, tem que ser o nome. Nós temos um projeto para Salvador, de inclusão, de cultura, de geração de emprego, de segurança pública”, declarou em entrevista.

Jerônimo afirmou que o grupo político ainda precisa concluir as articulações e avaliar os novos quadros que chegaram à base governista antes de definir o candidato à Prefeitura de Salvador em 2028. Segundo ele, as conversas com os partidos devem ocorrer nos próximos meses.

Investigações sobre falta de ônibus

O governador também cobrou que a Justiça Eleitoral e os órgãos de controle deem continuidade às investigações sobre a redução da circulação de ônibus em Salvador no dia da eleição, em 25 de outubro. Em entrevista à coluna, o petista classificou o episódio como um crime federal e atribuiu ao prefeito Bruno Reis (União Brasil) responsabilidade pelo problema no transporte público da capital.

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“Eu espero que a Justiça continue as investigações. Isso é um crime federal. Então, o TCE e o TRE deverão continuar acompanhando, indagando, inquirindo para encontrar as respostas”, afirmou.

Apesar dos problemas no transporte público da capital, Jerônimo destacou que a Bahia registrou uma redução de aproximadamente 3,2% na abstenção eleitoral. Na avaliação do governador, o índice poderia ter sido ainda menor caso os eleitores não tivessem enfrentado dificuldades para chegar aos locais de votação.

“Mesmo o prefeito da cidade de Salvador não querendo a votação acontecer, nós tivemos o menor índice de abstenção da Bahia, do Brasil. Foi na Bahia, cerca de redução de 3,2%. Nossa abstenção seria ainda menor se não tivesse acontecido o que aconteceu lá”, disse.

O petista acusou a Prefeitura de Salvador de reduzir a frota de ônibus em circulação e questionou o anúncio de uma reforma na Estação da Lapa, um dos principais pontos de integração do transporte público da cidade, na semana anterior à votação. Segundo ele, a intervenção poderia provocar transtornos nos dias 24 e 25 de outubro.

Veja a resposta na íntegra sobre a Prefeitura de Salvador

Vamos fazer a disputa. Pode não ser o PT, eu não carrego, eu não carrego essa obrigatoriedade que tem sido PT, tem que ser o nome. Nós temos um projeto pra Salvador, de inclusão, de cultura, de geração de emprego, de segurança pública. Mas nós temos que nos estamos só nessa fase de fazer a transição do governo federal, do governo do Estado.Nós temos aí um conjunto de de quadros novos que chegaram a política de deputados estaduais, federais. Então nós temos que aguardar esse esse mês,  dois meses  e fechando isso, nós haveremos de sentar com os partidos para discutir qual o melhor nome que nós temos com potencial para dirigir Salvador de Santana, Vitória da Conquista. Nós estamos de olho. Sim, temos.Teremos um plano, mas não coloquem o condicionante de ser do PT. Nós não estamos discutindo dessa forma. Nós temos que sentar. Se for do PT, será do PT, mas pode ser do PSD, pode ser do Avante, pode ser do PSB.

Veja a resposta na íntegra sobre a falta de ônibus

Salvador não vai esquecer nunca o dia 25 de outubro, por conta do desprezo que o prefeito Bruno Reis e o ex-prefeito derrotado nas eleições tiveram ao retirar o transporte. Isso é o que está posto, porque o TRE determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade. Então, se o TRE fez isso, deve ter uma causa, uma motivação. Foi estabelecida uma multa aos empresários: cada atraso de ônibus, por não sair da garagem, gerava uma multa de R$ 1 milhão por hora.

Jerônimo Rodrigues: Estava muito bem desenhado, viu, Milena? Na semana anterior às eleições, o prefeito Bruno Reis determinou que haveria a reforma da Estação da Lapa, em Salvador, que é o coração da mobilidade. Todas as grandes linhas ou nascem ou encerram na Estação da Lapa. Seria um grande transtorno se uma reforma acontecesse nos dias 24 e 25 de outubro.

É muita coincidência. Conseguiram derrubar essa reforma. A segunda tentativa foi das próprias empresas. Isso é o que o sindicato diz. O Sindicato dos Rodoviários alega que foi dada folga aos motoristas naquele dia, nos dois dias, então já se sabia que não haveria motoristas suficientes para rodar.

Quando senti aquela situação, por volta das 10h ou 11h, eu estava fazendo visitas, participando de programas de rádio, dando entrevistas e agradecendo a cobertura.

Eu ofereci ao TRE ou à Justiça policiais militares habilitados para dirigir, para irem até as garagens e retirar os ônibus para fazê-los rodar. Naquele momento, estava muito claro para mim que não era voto para o Lula, era para o eleitor. Ali poderia ter gente de Bolsonaro e gente de Lula. E a determinação da Justiça me fez frear, porque eles já estavam cuidando.

 Havia diversas provas de que os ônibus estavam com poucos adesivos nas garagens. Até mesmo se me requisitassem, eu poderia colocar algum servidor do Estado para ir lá e, em meia hora ou uma hora, retirar aqueles adesivos que existiam, mas eram muito poucos nesse sentido.

Mesmo assim, mesmo com o prefeito da cidade de Salvador não querendo que a votação acontecesse, nós tivemos o menor índice de abstenção da Bahia, do Brasil. A Bahia teve uma redução de cerca de 3,2%. Nossa abstenção seria ainda menor se não tivesse acontecido o que aconteceu.

O que aconteceu lá também aconteceu no município de Santo Amaro, no início de Feira de Santana e em Tremedal. Então, alguns municípios tinham prefeitos do mesmo partido de Bruno Reis.

 Eu espero que a Justiça continue as investigações. Isso é um crime federal. Então, o TCE e o TRE deverão continuar acompanhando, indagando, inquirindo para encontrar as respostas. Espero que isso aconteça. E vou repetir: Salvador jamais esquecerá esse tratamento, a mobilidade no dia das eleições.