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Milena Teixeira

Diplomatas defendem posição da Embaixada nos EUA sobre Flávio: “Defeso eleitoral”

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o Itamaraty após a Embaixada do Brasil nos EUA não disponibilizar espaço para coletiva

26/05/2026 20:17, atualizado 27/05/2026 10:03
Reprodução/Redes Sociais
Diplomatas defendem posição da Embaixada nos EUA sobre Flávio: “Defeso eleitoral”

Diplomatas saíram em defesa da atuação da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos após a representação não disponibilizar espaço para coletiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o parlamentar se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta terça-feira (26/5), e pretendia conceder entrevista no local.

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Senador teve queda da pesquisa divulgada em maio
Pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL)
Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca
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Senador Flávio Bolsonaro ao lado do presidente Donald Trump, na Casa Branca

Divulgação/Flávio Bolsonaro
Senador teve queda da pesquisa divulgada em maio
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Senador teve queda da pesquisa divulgada em maio

Vinicius Passarelli/Metrópoles
Pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL)
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Pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL)

Ton Molina/Agência Senado

Integrantes do corpo diplomático em Washington afirmaram ao Metrópoles que o pedido da equipe do senador foi encaminhado apenas na noite de segunda-feira (25/5), feriado do Memorial Day nos EUA.

Além disso, a assessoria parlamentar do Itamaraty não teria sido informada previamente pelo gabinete do parlamentar nem a Embaixada teria recebido solicitação formal do Congresso Nacional, procedimento considerado necessário para caracterizar missão oficial e justificar o apoio da representação diplomática.

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Por esse motivo, integrantes do Itamaraty avaliam que não havia obrigação de receber o senador, especialmente diante do caráter eleitoral da viagem.

Segundo diplomatas, o Ministério das Relações Exteriores segue as regras de defeso eleitoral, cujo período técnico começa em 4 de julho, três meses antes das eleições, mas que já orientam a conduta dos diplomatas no cenário pré-eleitoral.

O Itamaraty recebeu hoje as orientações destinadas aos postos diplomáticos para o período eleitoral.

As normas estabelecem, por exemplo, que, “a partir do princípio da igualdade de oportunidades entre candidatos, o período requer especial atenção à aplicação de regras que passam a regular a comunicação institucional de todos os órgãos da administração pública federal”.

Diplomatas também afirmam que transformar embaixadas em espaço para atuação político-partidária de deputados e senadores comprometeria o funcionamento da política externa brasileira.

A equipe do Senador emitiu nota nesta terça-feira (26) criticando a posição da Embaixada do Brasil nos EUA. “A embaixada brasileira representa o Estado brasileiro e não interesses partidários do PT ou do governo Lula. É inadmissível que um espaço público, que pertence ao povo brasileiro, seja utilizado de forma seletiva para atender conveniências ideológicas. Na medida em que o senador Flávio Bolsonaro, um parlamentar eleito e uma das principais lideranças políticas do País, se reúne com o homem mais poderoso do mundo, causa estranheza que a embaixada não aceite um pedido simples para ceder espaço para atendimento à imprensa”, diz o texto.