
Milena TeixeiraColunas

Como governo Lula vai usar prisão do ex-BRB para se descolar do Master
Governo tenta se desvincular do Caso Master após pesquisas indicarem impacto na imagem do presidente Lula
atualizado
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Após pesquisas indicarem que o Caso Master tem afetado a imagem do presidente Lula, auxiliares do petista passaram a agir com rapidez para desvincular o governo da crise.
A primeira estratégia, como mostrou a coluna, foi associar o episódio ao ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A avaliação no governo é de que ele permitiu a ocorrência das fraudes e não atuou para contê-las.
O Palácio do Planalto aposta em uma nova frente, após a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, detido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16/4).
Em articulação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o governo decidiu realizar uma coletiva de imprensa sobre o caso ainda nesta quinta.
A apresentação ficará a cargo do ministro da Justiça, Wellington Cesar, sob orientação do chefe da Secom, Sidônio Palmeira.
A iniciativa segue a lógica adotada em episódios recentes, como na CPMI do INSS: assumir o papel de agente fiscalizador e reforçar a imagem de que o governo atuou para punir os supostos envolvidos com o Master.
A prisão do ex-presidente do BRB
Paulo Henrique Costa esteve à frente do Banco de Brasília (BRB) por mais de seis anos. Ele presidiu o Banco de Brasília entre fevereiro de 2019 e novembro de 2025.
Foi na gestão de Paulo Henrique Costa que o Banco de Brasília adquiriu ativos podres do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Paulo é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior e tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.
Antes de assumir o BRB, ele era vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal.






