
Milena TeixeiraColunas

“Tem que ser mais água do que gasolina”, diz chefe da CCJ após treta do Senado X STF
À coluna, o senador criticou o relatório apresentado pelo colega e defendeu que um novo embate entre o Senado e o STF deve ser evitado
atualizado
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O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou à coluna, nesta quinta-feira (16/4), que é preciso evitar um atrito entre senadores e o Supremo Tribunal Federal neste momento.
A avaliação ocorre após parlamentares procurarem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reação ao pedido do STF para investigar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que relatou a CPI do Crime Organizado.
“Eu acho que um novo confronto tem que ser evitado. Tem que jogar um balde de água fria. Tem que ser mais água do que gasolina neste momento”, declarou Otto.
O movimento do Supremo teve origem em uma ação do decano da Corte, Gilmar Mendes, que acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) depois de Vieira solicitar o indiciamento dele próprio, dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O parecer apresentado pelo senador, no entanto, foi rejeitado pela CPI do Crime Organizado na última terça-feira (14/4).
Otto, que votou contra o relatório, criticou os rumos da comissão. Segundo ele, a investigação se desviou de seu objetivo central e deixou de focar nos principais alvos.
“Ajudei a criar a CPI, mas ela se desvirtuou completamente. Não houve indiciamento de pessoas ligadas às facções criminosas”, afirmou.
Alcolumbre oferece ajuda
Como mostrou o Metrópoles, Alcolumbre ofereceu ajuda da Advocacia-Geral da Casa ao senador Alessandro Vieira após a reação do STF.
“Eu vou iniciar uma votação, mas preciso fazer uma fala em relação às manifestações dos senadores Alessandro Vieira, Vossa Excelência, Magno Malta e Flávio Bolsonaro. Quero deixar, de forma absoluta, a Advocacia do Senado Federal à disposição de vossas excelências, na condição de presidente do Senado e chefe do Poder Legislativo brasileiro, para auxiliar em tudo o que considerarem necessário, inclusive ingressar conjuntamente com as questões jurídicas que vossas excelências manifestaram no plenário do Senado Federal, para defender a legitimidade do voto popular e a prerrogativa do senador da República”, declarou Alcolumbre durante sessão da Casa.






