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Eleições 2026Milena Teixeira

Bets: como o governo reagiu à ameaça de paralisação do Brasileirão

Aliados do presidente avaliam que tema pode ganhar repercussão política às vésperas do primeiro turno e defendem adiar novas tratativas

30/09/2026 05:30
Divulgação/Esfera Brasil
Foto colorida de Lula em evento com empresários, em São Paulo - Metrópoles

Integrantes do governo Lula envolvidos nas negociações entre empresas de bets e clubes de futebol pretendem empurrar a discussão para depois do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4/10).

O chefe do Palácio do Planalto decidiu, na semana passada, assinar medida provisória para proibir as apostas de quota fixa no Brasil. A decisão provocou reação entre os clubes, que chegaram a ameaçar paralisar o Brasileirão em protesto contra a medida.

Bets: como o governo reagiu à ameaça de paralisação do Brasileirão - destaque galeria
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Presidente Lula durante audiência sobre bets no Palácio do Planalto
TSE manda Lula e governo apagarem post contra "família Bolsonaro"
Presidente Lula anuncia proibição das bets no Brasil, nesta sexta-feira (25/9), durante agenda oficial em São Paulo
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Presidente Lula anuncia proibição das bets no Brasil, nesta sexta-feira (25/9), durante agenda oficial em São Paulo

Rebeca Ligabue/Metrópoles
Presidente Lula durante audiência sobre bets no Palácio do Planalto
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Presidente Lula durante audiência sobre bets no Palácio do Planalto

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
TSE manda Lula e governo apagarem post contra "família Bolsonaro"
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TSE manda Lula e governo apagarem post contra "família Bolsonaro"

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A possibilidade de uma paralisação preocupa integrantes do governo, sobretudo pelo potencial de transformar o assunto em um tema de maior repercussão política às vésperas da votação. Por isso, a avaliação é de que Lula deverá evitar, neste momento, ampliar o debate público sobre a questão.

Como a coluna mostrou, uma reunião entre dirigentes de clubes e a CBF havia sido marcada para terça-feira (29/9), mas acabou cancelada após um boicote das equipes.

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O cancelamento do encontro não pegou de surpresa os auxiliares do petista. Já havia sinais de insatisfação dos clubes com a medida e, inclusive, parte do governo trabalhava com a expectativa de que apenas equipes das Séries B e C participassem da reunião.

A avaliação no governo é de que os dirigentes foram pressionados pelas empresas de bets a não comparecer ao encontro, que seria realizado com os ministros da Fazenda, Dario Durigan; do Esporte, Paulo Henrique; e do Planejamento, Bruno Moretti.

Lula, no entanto, continuará defendendo publicamente a medida. O presidente já declarou que o futebol brasileiro “sempre viveu sem as bets” e tem sustentado que o fim das plataformas de apostas esportivas não provocará prejuízos ao esporte.

Outro argumento usado por aliados do presidente para postergar as negociações são pesquisas internas que apontam apoio da população à proibição das bets.

Levantamento feito pelo PT, ao qual a coluna teve acesso, analisou 112 mil ocorrências nas plataformas digitais e apontou que 76% das manifestações foram classificadas como positivas para o governo.