A segunda carta da CNI para tentar barrar o tarifaço de Trump
Presidente da CNI, Ricardo Alban enviou carta a Donald Trump e articulou segundo apelo conjunto dias antes da confirmação do tarifaço

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, enviou duas cartas na tentativa de evitar a imposição de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A primeira foi protocolada na quinta-feira (9/7), na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, e endereçada diretamente ao presidente norte-americano, Donald Trump.
No documento, Alban defendeu manutenção do diálogo entre os dois países e afirma que os canais de negociação não podem ser interrompidos, sob o risco de prejudicar uma relação comercial construída ao longo de décadas.
A segunda carta foi encaminhada pela CNI em conjunto com a Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce aos governos do Brasil e dos Estados Unidos, como mostrou o Metrópoles.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo ofício, as entidades defendem uma solução negociada para evitar a adoção de novas tarifas e argumentam que o diálogo, em vez da imposição de barreiras comerciais, preserva empregos, empresas e consumidores dos dois países.
A mensagem foi enviada, no Brasil, aos ministros Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores. Nos Estados Unidos, o documento foi encaminhado ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
As duas iniciativas foram adotadas dias antes de os Estados Unidos confirmarem, nesta quarta-feira (15/7), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
A decisão foi tomada após investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusou o Brasil de adotar “práticas desleais” que prejudicariam empresas e exportadores norte-americanos.











