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Matheus Leitão

Ala do STF avalia que Mendonça esticou a lei para afastar cúpula da PF

Alguns ministros entendem que Mendonça forçou a interpretação do termo “partes” para acolher o pedido do Partido Novo

08/09/2026 12:57
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Andre mendonca TSE Metropoles

Uma ala do Supremo avalia que André Mendonça esticou a lei para fazer caber o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.

A decisão atendeu a uma petição do Novo, partido diretamente interessado na eleição presidencial por lançar Romeu Zema. A própria decisão registra que, em 2 de setembro, a legenda pediu o afastamento cautelar de Andrei.

O problema apontado internamente está no Código de Processo Penal. Durante uma investigação criminal, a lei prevê que medidas cautelares sejam solicitadas pela autoridade policial ou pelo Ministério Público.

Para esses ministros, Mendonça forçou a interpretação do termo “partes” para acolher o pedido de uma legenda com claros interesses políticos. É uma discussão que pode crescer no Supremo nos próximos dias.

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