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Mario Sabino

O único instituto que acertou no 1º turno dá vitória folgada de Flávio

A Gerp Mercadologia marca 53% a 47% para Flávio contra Lula. É uma diferença bem maior do que a registrada pelos demais pesquiseiros

21/10/2026 13:24
Imagens cedidas pela TV Band
Flávio Bolsonaro e Lula, no debate da Band.

Diante dos erros dos institutos de pesquisa contratados pela imprensa tradicional, resolvi prestar mais atenção no que diz o instituto que, subestimado pelo noticiário, mais acertou ao mostrar que Flávio Bolsonaro estava à frente de Lula na reta final do primeiro turno.

Estou falando da Gerp Mercadologia, uma empresa aberta em 1983, em Niterói,  que faz entrevistas por telefone. A Gerp praticamente cravou o resultado numérico da vitória de Flávio sobre Lula nas urnas ao marcar 46% a 44%, muito próximo da vantagem real de 1,8 ponto percentual.

O que mostra a pesquisa divulgada nessa terça-feira por esse instituto? Uma vantagem nos votos válidos de 53% a 47% para o filho de Jair Bolsonaro.

Parece estranho, uma vez que é uma diferença bem maior da que a registrada pelos pesquiseiros mais repercutidos pela imprensa. Hoje, por exemplo, a Quaest deu somente 45% a 44% para Flávio, que também experimentaria um aumento do índice de rejeição ao seu nome.

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Dá para dizer que a Gerp é inconfiável? Não, a julgar pelo resultado do primeiro turno. Dá para dizer que a Gerp repetirá o acerto, enquanto os demais institutos incorrerão nos mesmos erros ao fornecer o chamado “retrato do momento” de quase vinte dias atrás? Também não.

A única coisa que dá para dizer até esta quarta-feira — vamos ver como vem o Datafolha, sempre mais generoso com Lula — é a obviedade que Flávio continua numericamente à frente de Lula na maioria dos institutos, apesar da campanha do medo promovida pelos petistas, da má vontade da imprensa, de todas as benesses eleitoreiras do governo e do debate na Band, o momento mais baixo de uma campanha abissal.

A Quaest aponta que dobrou o número de indecisos no resultado espontâneo: eles seriam agora 14%. A minha impressão é que, diante da campanha do medo do PT, pode ter crescido a quantidade de eleitores entre temerosos e envergonhados de declarar voto em Flávio. Talvez a Gerp tenha conseguido alcançar uma amostragem menos suscetível à patrulha ideológica. A ver.