
Mario SabinoColunas

O que os Bolsonaro têm a oferecer à direita? Uma capivara gorda
Assim que estourou a história de Flávio com Daniel Vorcaro, escrevi que a direita brasileira tinha de se livrar dos Bolsonaro
atualizado
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Assim que estourou a história de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, escrevi no X que a direita brasileira tinha de se livrar da família Bolsonaro.
Quanto vale a candidatura de Flávio à presidência da República? De acordo com a última pesquisa feita antes de o caso vir à tona, a do Datafolha, valia 45% das intenções de voto, um empate técnico com Lula no segundo turno.
Desse total, porém, subtraia-se o percentual de Romeu Zema, 40%, e de Ronaldo Caiado, 39%, contra os quais o atual presidente marcaria 46%, segundo a mesma pesquisa.
É o que vale a candidatura do filho de Bolsonaro: entre 5% e 6% a mais de intenções de voto do que as dos outros candidatos da direita mais bem posicionados na corrida contra Lula.
Provavelmente, Flávio teve o seu valor eleitoral depreciado por causa do envolvimento com o dono do finado Banco Master. As próximas pesquisas é que dirão se foi muito ou pouco.
De qualquer forma, a vantagem do filho de Bolsonaro sobre os demais concorrentes do seu campo político não é impossível de ser tirada por um candidato bom de palanque, com experiência administrativa exitosa, histórico limpo de corrupção e discurso antipetista consistente.
Por um candidato, enfim, que não tenha uma enorme capivara a ser puxada durante a campanha. É tudo o que Lula quer: uma capivara do adversário grande o suficiente para tentar anular a sua própria junto aos eleitores ao centro.
No final das contas, é isto que os Bolsonaro oferecem à direita brasileira: uma capivara gorda e que tende a procriar quando eles estão no poder.