Mario Sabino

O amigão de Lula que proibiria a existência de partidos de direita

O amigão de Lula é Frei Betto, o odemocrata da Teologia da Libertação. Por ele, partido de direita deveria ser proibido na Constituição

atualizado

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João Laet/Divulgação
Frei Betto
1 de 1 Frei Betto - Foto: João Laet/Divulgação

Com a regularidade das orações do dia, o dominicano Frei Betto, amigão de Lula, lança livros. Já está no 79º. É o Balzac da Teologia da Libertação, aquele catecismo que transformou Jesus em revolucionário marxista. O nome do seu último livro, aliás, explicita a variação sobre o mesmo tema. Intitula-se Jesus Rebelde.

A cada livro lançado, Frei Betto nos brinda com uma entrevista a um grande jornal de São Paulo. É algo a ser saudado, porque  nos lembra sobre a importância de estar do lado certo, que é diametralmente oposto ao de Frei Betto.

Na entrevista deste ano — ou deste semestre, porque o prolífico Frei Betto já pode ter escrito o 80º tomo das suas obras completas —, ele foi, como sempre,  muito franco com o jornalista Joelmir Tavares.

Frei Betto havia acabado de sair de um encontro, em Brasília, com o amigão Lula. Para a surpresa de ninguém, Frei Betto encheu o chefão petista de elogios. 

Perguntado sobre qual deveria ser o papel de Lula na comunicação do governo, ele disse:

“O presidente Lula é o maestro da orquestra. O papel dele é coordenar. Agora… Ele fica, coitado, tem que apagar um incêndio a cada dia. E a composição do ministério depende de acordos políticos, de concessões, coalizões. A coisa não é fácil. Na política não existe o ideal. Existe o possível. O governo faz o que pode. O Lula governa com duas tornozeleiras eletrônicas, uma em cada perna: o Banco Central e o Congresso. Ele dá nó em pingo d’água, continua dando, é um gênio. Ele realmente é um cara que toca de ouvido a orquestra e faz funcionar a música, mas é muito difícil.”

Creio que um psicanalista acharia bastante sugestiva a imagem das tornozeleiras eletrônicas usada por Frei Betto. Provavelmente, interpretaria como um lapso, dado o histórico criminal de Lula.

O que interessa, contudo, é que as duas tornozeleiras eletrônicas seriam a autonomia do Banco Central, garantia do combate à inflação e da estabilidade da moeda, e o Poder Legislativo, um dos fundamentos do  Estado de Direito.

Frei Betto não oculta as suas convicções. Para ele, a verdadeira democracia é o regime cubano, por supostamente fornecer o pão nosso de cada dia, e isto que vivemos aqui é uma ilusão burguesa para enganar o povo de Cristo.

É admirável a sinceridade de Frei Betto. Na entrevista deste ano — ou deste semestre —, ele afirmou também que “por mim, não deveria existir direita. Eu, se fosse decidir a Constituição de um país, proibiria qualquer partido que defendesse a supremacia do capital sobre os direitos humanos. Ponto. É assim que eu sou democrata”.

Salvo estrondoso engano, nenhum partido de direita que atua dentro dos limites do Estado de Direito defende a supremacia do capital sobre os direitos humanos, mas a verdade dos homens é detalhe desprezível para Frei Betto, este divino democrata que eliminaria a direita da face da Terra — e para quem Cristo está sentado à esquerda de Deus Pai. Frei Betto só diz em voz alta o que petistas dizem em voz baixa.

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