Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mario Sabino

Contra Lula, Michelle faria mais gente votar válido do que Bolsonaro

Testado em sondagem do Paraná Pesquisas, o nome do Michelle movimenta mais o eleitorado feminino. E ela quase empataria com Lula em 2º turno

28/03/2024 16:32, atualizado 28/03/2024 19:04
Divulgação/Redes sociais
Foto colorida de Michelle Bolsonaro e Jair Bolsonaro com linha de perfume - Metrópoles

Se a eleição presidencial fosse hoje, e não é, você aí que acha que teve o suficiente de Lula, o inelegível estaria empatado com o atual presidente, com insignificante vantagem de 0,1%, de acordo com o Paraná Pesquisas. Jair Bolsonaro teria 41,7% e Lula, 41,6%. Só para lembrar: em pesquisa, a diferença não quer dizer nada; em disputa, ela elege. Sem poder concorrer, o marido de Michelle a tem como ativo eleitoral.

Como Jair Bolsonaro não será candidato, o instituto testou outros cenários de mano a mano entre o atual presidente e nomes apoiados pelo ex-presidente: 

Lula contra Michelle Bolsonaro, 44,5% a 43,4%; 

Lula contra Tarcísio de Freitas, 43,9% a 40,8%; 

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Lula contra Ronaldo Caiado, 44,9% a 32,6%;

Lula contra Romeu Zema, 44,5% a 34,6%;

Lula contra Ratinho Junior, 44,6% a 35,3%.

O Paraná Pesquisas não testou nomes de esquerda que não fossem o do atual presidente, porque Lula será candidato em 2026, a menos que a saúde o impeça e a sua aprovação despenque de vez (o instituto também captou queda nesse quesito).

É caso de se perguntar, contudo, se Lula teria a mesma força de Jair Bolsonaro para empurrar um poste ladeira acima. Em 2018, ele conseguiu a façanha com Fernando Haddad, que deu uma disparada na reta final. Mas as circunstâncias eram completamente diferentes e aquela foi uma eleição completamente anômala, com um dos candidatos na prisão e outro vítima de um atentado, em contexto de Lava Jato.

Em condições regulares de temperatura e pressão, um poste de Lula terá de enfrentar nomes do espectro bolsonarista que vêm adquirindo brilho próprio, como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema e Ratinho Junior. Pelos resultados do Paraná Pesquisas, a coisa estaria complicada até para o próprio Lula, se a eleição fosse hoje, e não é, você aí que acha que teve o suficiente do petista.

Michelle Bolsonaro, o que pensar? Com todo o respeito, ou nem todo, vá lá, seria um desastre termos a ex-primeira dama na presidência da República. Seria como se dois erros fizessem um acerto, e não fazem. Acho difícil que ela passe pelo crivo partidário.

No entanto, fato é que, a julgar pelos resultados do Paraná Pesquisas, mais gente estaria disposta a votar válido em uma disputa entre Lula e a primeira-dama do que em um segundo turno entre o atual presidente e Jair Bolsonaro — e mais gente votaria nela do que no marido.

A porcentagem de votos brancos nulos no eleitorado feminino cairia impressionantes 5 pontos percentuais se Michelle Bolsonaro fosse candidata. Não se tem o recorte por religião. Suponho, no entanto, que as evangélicas sejam a maioria esmagadora nesse universo.

Conclusão: Michelle Bolsonaro mobiliza mais os eleitores brasileiros do que Jair Bolsonaro, principalmente as mulheres. Seja para votar contra ela ou nela. Interessante.

Contra Lula, Michelle faria mais gente votar válido do que Bolsonaro