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Manoela Alcântara

Vorcaro pediu levantamento sobre CEO do Itaú: "Está me causando muito problema"

PF afirma que publicitário Thiago Miranda fez relatório com informações pessoais e patrimoniais do CEO do Itaú a pedido de Vorcaro

09/07/2026 16:48, atualizado 09/07/2026 18:08
ArteMetrópoles
Vorcaro pediu levantamento sobre CEO do Itaú: “Está me causando muito problema”

A Polícia Federal (PF) afirma que o empresário Daniel Vorcaro pediu um levantamento sobre o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, após dizer que o executivo lhe “causava muito problema”.

As informações constam de decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou, nesta quinta-feira (9/7), busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda.

Segundo as investigações da PF, o publicitário era responsável por levantar informações sobre pessoas consideradas “obstáculos” aos interesses do banqueiro do Banco Master.

A PF localizou mensagens que mostram Miranda produzindo um relatório confidencial com dados pessoais e patrimoniais do CEO do Itaú e de sua esposa, Camila Moretti Maluhy.

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Em um dos diálogos, Vorcaro envia uma mensagem ao publicitário: “Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy. Está me causando muito problema”, escreveu o banqueiro.

Logo em seguida, Vorcaro prossegue: “Me ajuda nisso?”. Na sequência, Miranda responde: “Deixa comigo”.

Segundo a PF, Miranda informou a Vorcaro que estaria com tudo pronto sobre o CEO do Itaú, mas que gostaria de divulgar as informações “por outro veículo”.

“Passando o carnaval falamos. Estou com tudo pronto do Milton. Mas quero fazer da mesma forma. Soltar por outro veículo”, disse o publicitário.

De acordo com a PF, o material reunido por Miranda inclui informações pessoais e patrimoniais do executivo do Itaú e de sua esposa. Os investigadores afirmam ter encontrado um documento intitulado “Família Maluhy: Relatório sobre Execução Fiscal – Caso Milton Maluhy Filho e Camila Moretti Maluhy”, que circulava na agência MiThi, ligada ao publicitário.

Segundo a PF, o arquivo era identificado como contendo “informações confidenciais” e integra o que os investigadores classificam como uma “devassa” encomendada por Vorcaro, preso preventivamente na Papudinha.

Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou a prática de qualquer ilegalidade e afirmou que o publicitário sempre pautou sua atuação pela legalidade.

O advogado Rafael Martins, defensor do publicitário, sustenta que a existência da investigação não autoriza conclusões antecipadas sobre culpa e salienta que Miranda está à disposição para prestar esclarecimentos.

“Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade”, diz a nota.