Manoela Alcântara

TRF-4 mantém federalização de investigação contra Primo e Beto Louco

Decisão impede envio de parte do caso à Justiça Estadual, o que esvaziaria a atuação da Polícia Federal e do MPF na investigação

atualizado

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Primo e Beto Louco
1 de 1 Primo e Beto Louco - Foto: Arte/Metrópoles

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a investigação sobre o esquema de fraude em combustíveis no Paraná, envolvendo Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, permaneça na Justiça Federal.

Os dois são alvos de mandados de prisão no âmbito da Operação Tank e, atualmente, são considerados foragidos — a operação foi deflagrada no mesmo dia da Carbono Oculto, que mira ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O MPF recorreu da decisão da 14ª Vara Federal de Curitiba, que havia determinado o envio de parte dos crimes investigados — como lavagem de dinheiro e organização criminosa — à Justiça Estadual.

Ao conceder a liminar, o TRF-4 apontou a existência de indícios de que o dinheiro investigado pode ter ligação com o tráfico internacional de drogas — elemento que, em tese, justifica a permanência do caso na Justiça Federal.

“Nada impede que, após análise mais aprofundada do caso, o Colegiado conclua de modo diferente. Aliás, trata-se de caso bastante complexo que exige análise detida e conjunta de inúmeros fatos e elementos. Assim, defiro a liminar e confiro efeito suspensivo ao presente recurso em sentido estrito, devendo a Ação Penal, por ora, seguir perante o Juízo Federal da 14ª Vara Federal de Curitiba-PR”, decidiu a desembargadora Loraci Flores de Lima.

Caso a decisão anterior da 14ª Vara Federal fosse mantida, com o envio de grande parte do inquérito à Justiça Estadual, a medida esvaziaria a atribuição da Polícia Federal (PF) e do próprio MPF, já que o caso deixaria de ser federalizado.

Mourad e Beto Louco, além deste caso, também são alvos de outra investigação na qual são apontados como responsáveis por infiltrar o PCC no setor de combustíveis e na Faria Lima, em São Paulo.

Além deles, o dono da Reag, João Carlos Mansur, além de ser alvo de investigação no caso Master, de Daniel Vorcaro, também é investigado na Carbono Oculto — hoje, a Reag está em liquidação por decisão do Banco Central (BC).

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