STJ vai julgar recurso de Deolane, presa em operação contra o PCC
Defesa da influenciadora tenta reverter prisão preventiva decretada em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) incluiu na pauta o agravo em habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra, presa desde 21 de maio.
O recurso será julgado pelos ministros da Quinta Turma no próximo dia 9 de junho.
A defesa tenta reverter a decisão que rejeitou liminarmente o habeas corpus apresentado contra a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo.
Deolane foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraAlém da influenciadora, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e familiares dele também foram alvo de diligências no âmbito da investigação.
Investigações
Segundo a investigação, Deolane exercia papel relevante ao conferir uma camada de aparente legalidade a recursos ilícitos atribuídos ao PCC.
A projeção pública da influenciadora, suas atividades empresariais formais e a movimentação de seu patrimônio teriam sido utilizadas para ocultar e dissimular a origem criminosa dos valores, dificultando a identificação de vínculos com a facção.
De acordo com os investigadores, Deolane mantinha vínculos pessoais e negociais com um dos supostos “gestores-fantasmas” de uma transportadora de Presidente Venceslau (SP), empresa apontada em operação anterior como braço financeiro do PCC.
As autoridades também destacaram que a influenciadora passou a ocupar posição central nas apurações em razão de movimentações financeiras consideradas expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de ligação com integrantes da cúpula da organização criminosa.
Após pedido da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público paulista, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos — incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e de quatro imóveis vinculados aos investigados. Também foram decretadas seis prisões preventivas.














