Manoela Alcântara

STJ: Falcão entra em grupo que investigará Buzzi, acusado de assédio

Francisco Falcão entra na vaga da ministra Isabel Gallotti, que se declarou impedida para apurar a conduta de Marco Buzzi

atualizado

metropoles.com

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Gláucio Dettmar/Agência CNJ
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1 de 1 ministro-francisco-falcao-stj - Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ

Após a ministra Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deixar a comissão aberta para apurar a denúncia de assédio sexual do ministro Marco Buzzi, Francisco Falcão (foto em destaque) foi sorteado, na noite desta quinta-feira (5/2), para compor a equipe de sindicância.

O grupo foi instalado nesta quarta-feira (4/2) após reunião extraordinária do Pleno do STJ, que abriu sindicância para investigar os fatos atribuídos a Buzzi. O nome do magistrado acusado de assédio foi revelado pelo Metrópoles. 

Isabel Gallotti estava no grupo de apuração junto com os ministros Raul Araújo e Antonio Carlos Ferreira. No entanto, ela se declarou impedida.

Consta no sistema do STJ impedimento da ministra Gallotti de atuar nos casos envolvendo o ministro Buzzi por questões de ligações familiares.

Conforme mostrou a coluna Grande Angular, o ministro Marco Buzzi é alvo de grave acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos, que passou as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).

A moça é filha de um casal de amigos do ministro. No dia 9 de janeiro, eles se encontravam na praia, e, em determinado momento, a jovem foi tomar um banho de mar. Buzzi também estava dentro da água. Segundo relatos da jovem, que entrou em estado de desespero, o ministro, que estaria visivelmente excitado, tentou, por três vezes, agarrá-la.

Ela conseguiu se desvencilhar, correu para a praia e contou aos pais o ocorrido. Estupefato, o casal de amigos deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência sobre o caso em uma delegacia de polícia.

Em nota, o ministro Marco Buzzi disse que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos”. “Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, disse.

Sindicância

Nessa quarta, o pleno do STJ decidiu, por unanimidade, pela instauração de sindicância para investigar a denúncia. O caso também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Nunes Marques é o relator.

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