STJ debaterá uso de IA com representantes dos Judiciários ibero-americanos
Cerca de 40 integrantes do Judiciário participarão da Cúpula Judicial Ibero-Americana que terá debates sobre uso responsável da IA

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) receberá, nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília, a “Primeira Rodada de Oficinas” da XXIII Cúpula Judicial Ibero-Americana. O encontro reunirá cerca de 40 representantes dos Poderes Judiciários ibero-americanos para debater possibilidades de construir de forma conjunta propostas e projetos relacionados ao uso da inteligência artificial no Judiciário.
A abertura será realizada no Salão Nobre do STJ. A solenidade contará com a participação do secretário Permanente da Cúpula, ministro John Pérez Brignani, da Suprema Corte de Justiça do Uruguai, e do presidente do STJ e Secretário da Cúpula Judicial Ibero-Americana, ministro Luis Felipe Salomão.
Na sequência, serão apresentados os quatro grupos de trabalho e as diretrizes metodológicas que orientarão as discussões. Ao longo dos dois dias, os participantes falarão sobre as diferentes dimensões da aplicação da inteligência artificial pela Justiça.
Ética no uso da IA
Os debates vão abordar desde o desenvolvimento de uma plataforma ibero-americana de jurisprudência inteligente e o uso da IA para apoiar a produtividade jurisdicional, até questões relacionadas a transparência, explicabilidade, proteção de dados e ética no uso da IA.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraIniciativas de redação assistida com supervisão humana e o debate sobre governança e capacitação para o uso da tecnologia, além dos cuidados necessários para evitar vieses e assegurar a proteção de direitos também são pautas das discussões.
Cúpula Judicial Ibero-Americana
A Cúpula Judicial Ibero-Americana reúne presidentes de cortes supremas, tribunais superiores e conselhos da magistratura de 23 países.
A organização tem o objetivo de promover o diálogo, a cooperação e o intercâmbio de experiências entre os Poderes Judiciários ibero-americanos, a fim de fortalecer as instituições, modernizar a Justiça e contribuir para o fortalecimento da democracia na região.

