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Manoela Alcântara

Sancionada pelos EUA por elo com PCC recebeu auxílio emergencial

Dados do governo federal mostram que mulher recebeu 10 parcelas do benefício entre 2020 e 2021

01/07/2026 15:49, atualizado 01/07/2026 15:50
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Arte/Metrópoles
Arte facção criminosa PCC

Uma brasileira sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quarta-feira (1º/7) recebeu R$ 5,2 mil em auxílio emergencial entre abril de 2020 e outubro de 2021.

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira consta na lista de pessoas sancionadas pelos EUA por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Dados do Portal da Transparência do governo federal mostram que ela recebeu 10 parcelas do benefício, sendo nove entre abril e dezembro de 2020 e uma em outubro de 2021.

Segundo o governo americano, Stella é “parente” de Victor Henrique de Oliveira Shimada, sócio de uma empresa investigada por envolvimento em um esquema relacionado ao Corinthians.

De acordo com o Departamento do Tesouro, ela atuaria como “secretária” e “intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro”.

Ainda conforme o órgão, Stella “fornece serviços logísticos essenciais” para a rede de lavagem de dinheiro.

Como mostrou o Metrópoles, o governo norte-americano, sem citar nominalmente o Corinthians, afirmou que Victor Shimada, dono da Victory Trading, foi preso pela Polícia Federal (PF), em janeiro de 2025, por supostamente “lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio”.

A coluna não conseguiu contato com a defesa dela.

Decisão

Com a sanção, todos os bens e ativos dos alvos nos Estados Unidos ficam bloqueados, e cidadãos e empresas norte-americanas ficam proibidos de realizar transações com eles. Instituições financeiras estrangeiras que mantiverem negócios com os sancionados também poderão ser alvo de sanções secundárias.

Em 5 de junho, o governo Donald Trump classificou oficialmente o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

A medida, assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, altera o status jurídico das duas facções perante o governo americano e amplia as possibilidades de aplicação de sanções.