Manoela Alcântara

Regra do Senado pode ser entrave para segunda indicação de Messias ao STF

Lula chegou a falar com aliados sobre a intenção de indicar Jorge Messias novamente para vaga no STF, mas norma pode impedir

atualizado

metropoles.com

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
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1 de 1 advogado-geral-da-uniao-jorge-messias-indicado-pelo-presidente-lula-ao-stf-passa-por-sabatina-na-ccj-do-senado-metropoles-1 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Um Ato da Mesa do Senado Federal pode representar entrave para uma segunda indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda este ano.

Nos últimos dias, as versões nos bastidores são de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) traria o nome de seu advogado-geral da União novamente para a apreciação dos senadores, mesmo com a negativa em uma primeira tentativa.

O Ato da Mesa nº de 2010, no entanto, veda essa possibilidade. O artigo 5º da norma diz: “É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”.

Sessão legislativa, segundo a Constituição, corresponde ao período anual de funcionamento do Congresso Nacional, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro.

Na prática, isso significa que eventual reapresentação do nome do ministro Jorge Messias ao STF somente poderia ocorrer a partir de fevereiro de 2027, com o início de nova sessão legislativa.

Rejeição

Messias foi anunciado por Lula para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso em novembro de 2025. O presidente, porém, demorou para formalizar a indicação e encaminhar a documentação necessária ao Senado, responsável por sabatinar e aprovar os nomes indicados ao Supremo. A estratégia buscava reduzir resistências ao chefe da AGU.

A demora, no entanto, não evitou a derrota. Em 29 de abril, o plenário do Senado rejeitou a indicação de Messias por 42 votos a 34.

Integrantes do governo e aliados de Lula atribuíram o resultado a uma articulação liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a Corte.

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