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Apuração pelo Brasil

Manoela Alcântara

STF torna Gilvan da Federal réu por desejar a morte de Lula.

Deputado responderá por injúria após dizer que queria que o presidente morresse e tivesse uma taquicardia

18/08/2026 15:47, atualizado 18/08/2026 16:55
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
STF torna Gilvan da Federal réu por desejar a morte de Lula

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) réu por ter desejado a morte do presidente Lula (PT) durante uma sessão da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes acompanharam o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, que acolheu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o parlamentar.

Com isso, Gilvan responderá pelo crime de injúria.

O caso ocorreu em abril do ano passado, na Câmara dos Deputados. Na ocasião, Gilvan defendia um projeto, relatado por ele, que previa o desarmamento da guarda presidencial quando desejou a morte de Lula.

“Eu quero mais que o Lula morra, quero que ele vá para o quinto dos infernos, é um direito meu. Não vou dizer que eu vou matar cara, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos. Nem o diabo quer o Lula, por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer. Tomara que ele tenha uma taquicardia, porque nem o diabo quer a desgraça desse presidente que está afundando o país. Quero mais que ele morra mesmo”, disse.

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De acordo com a denúncia da PGR, as ofensas feitas por Gilvan não tinham relação com o exercício da atividade parlamentar e não poderiam ser consideradas críticas políticas ou atos de fiscalização da administração pública.

O entendimento da PGR contrariou a tese da defesa do parlamentar, que sustentava que as declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar por terem sido feitas no exercício do mandato.

STF torna Gilvan da Federal réu por desejar a morte de Lula