
PL lança candidato indiciado pela PF por ataques a assessor de Moraes
Ed Raposo é acusado pela PF de integrar uma campanha para constranger o então delegado Fabio Shor, hoje assessor de Moraes

O Partido Liberal (PL) lançou como candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro Ednardo Raposo, indiciado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apura ameaças ao delegado Fabio Shor, hoje assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O nome dele consta na lista entregue pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como candidato à Casa Baixa. No pedido de registro de candidatura, Raposo informa ter como profissão jornalista e declara não possuir bens. O registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
Raposo foi indiciado pela PF em agosto do ano passado no inquérito que investiga ameaças contra Shor, responsável, à época, por investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre elas a apuração sobre a tentativa de golpe de Estado.
Além dele, também foram indiciados no mesmo inquérito os jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, além do senador Marcos do Val (Avante-ES).
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraPor decisão do STF, Raposo está proibido de usar redes sociais. O canal dele no YouTube foi desativado, e o perfil dele no X permanece suspenso por determinação de Moraes.
Segundo a PF, Raposo participou de uma campanha coordenada para constranger e intimidar o então delegado. Por isso, foi indiciado pelo crime de embaraço à investigação de organização criminosa.
Raposo é neto do general Ednardo D’Ávila Mello, exonerado pelo presidente Ernesto Geisel após as mortes do jornalista Vladimir Herzog e do operário e militante do PCdoB Manoel Fiel Filho. À época, o militar comandava as instalações onde os dois morreram.
A coluna não conseguiu localizar Raposo.



