Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Manoela Alcântara

PF pede mais 60 dias para investigação sobre negociações entre Master e BRB

O pedido está no mesmo relatório no qual a PF indicia 15 pessoas por negociações fraudulentas entre agentes do Banco Master e do BRB

28/10/2026 17:47
Rovena Rosa/Agência Brasil
Imagem da sede do Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) - Metrópoles

A Polícia Federal pediu a prorrogação por mais 60 dias do prazo para concluir as investigações sobre as negociações apontadas como fraudulentas entre o Banco Master e o Banco de Brasília. O pedido está no mesmo relatório no qual a PF indicia 15 pessoas pelos crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa na negociação de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados fictícios. Entre elas, Daniel Vorcaro, do Master, e o expresidente do BRB, Paulo Henrique Costa. 

Segundo a PF, o pedido de prorrogação se justifica pela existência de diligências em andamento, exames periciais pendentes e outras linhas de apuração que ainda precisam ser aprofundadas.

A corporação ressalta que a complexidade do caso envolve um grande volume de contratos, cédulas de crédito bancário, operações financeiras e societárias, além de documentos, dados bancários, registros contábeis e informações telemáticas. A análise integrada desse material, conforme a corporação, exige trabalho técnico especializado.

R$ 17,5 bilhões

O relatório da PF reúne elementos sobre as operações de compra e cessão de carteiras de crédito entre o BRB e o Master. De acordo com a investigação, entre julho de 2024 e outubro de 2025, o Banco Master transferiu ao BRB ativos de crédito que somaram aproximadamente R$ 17,5 bilhões. Desse total, ao menos R$ 12,2 bilhões corresponderiam a créditos cuja existência não teria sido devidamente comprovada, segundo os elementos reunidos pela PF.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara

A corporação afirma que o relatório apresentado se concentrou nas frentes investigativas da primeira fase da Operação Compliance Zero em que já havia elementos probatórios consolidados. As demais hipóteses criminais, por sua vez, dependem da conclusão de laudos periciais e de novas diligências para esclarecer os fatos, verificar a materialidade das possíveis infrações e individualizar as condutas dos envolvidos.

Entre as providências pendentes estão o aprofundamento de outras hipóteses criminais e a análise de elementos que podem complementar as conclusões já alcançadas. A PF também informou que a destinação dos bens e objetos apreendidos será examinada no relatório final, após a conclusão das análises e a avaliação de sua utilidade para a investigação.