PF mira iPad de operador do MC Poze em busca de provas
Peritos ainda tentam acessar o conteúdo do aparelho, considerado estratégico para a investigação da Operação Narco Fluxo

Investigadores da Polícia Federal (PF) pretendem avançar, nos próximos dias, na tentativa de acessar o conteúdo armazenado em um iPad de Ellyton Feitosa, sócio do cantor MC Poze do Rodo e alvo da Operação Narco Fluxo.
Os investigadores consideram o material apreendido com Ellyton de especial relevância.
Segundo a PF, ele atuava como gestor dos fluxos financeiros de Poze, funcionando como uma “câmara de compensação interestadual”.
Ellyton e Poze foram presos pelo suposto recebimento de valores oriundos de casas de apostas e, segundo a PF, há indícios de que o esquema dissimulava lucros obtidos com o tráfico internacional.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraConforme apurou a coluna, a PF concentra os trabalhos na análise do conteúdo do iPhone 17 Pro Max do empresário, enquanto ainda tenta desbloquear o iPad apreendido.
Segundo investigadores, as ferramentas de perícia digital disponíveis ainda não são compatíveis com o modelo do iPad e com a versão do sistema operacional instalada no aparelho, o que impede, por enquanto, o desbloqueio e a extração integral dos dados.
O empresário, segundo a PF, optou por não fornecer a senha do iPad. Por isso, os investigadores pretendem realizar uma nova tentativa de desbloqueio nos próximos dias.
Movimentações
A conta de Ellyton, segundo a PF, teria recebido R$ 300 mil da RSS Produção, empresa de MC Ryan SP, apontado como líder do esquema, além de R$ 400 mil da Tá Jogado Pretão, do influenciador Daniel Alves Nascimento, o Danielzinho Grau.
Ele foi um dos alvos da PF em uma megaoperação com mais de 30 investigados, em abril deste ano. Segundo as investigações, o esquema de lavagem de dinheiro teria movimentado mais de R$ 1,6 milhão.
Além do empresário, também foram presos o cantor de funk MC Ryan SP, em Bertioga, no litoral de São Paulo; o dono da página Choquei, o influenciador Raphael Sousa Oliveira; e Poze, no Rio de Janeiro.
Todos foram soltos posteriormente.




