Manoela Alcântara

Patroa que espancou empregada após acusá-la de roubo foi condenada por furtar a própria irmã

A patroa, moradora do Maranhão, afirmou a amigos no Whatsapp: “Dei tanto nessa mulher que até hoje minha mão está inchada”

atualizado

metropoles.com

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Marcello Casal JR/Agência Brasil
Endividamento no Brasil - Crédito alto
1 de 1 Endividamento no Brasil - Crédito alto - Foto: Marcello Casal JR/Agência Brasil

A patroa investigada pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA) de agredir a empregada doméstica grávida de seis meses, já foi condenada por fraudar, furtar e dar prejuízo superior a R$ 20 mil à própria irmã em uma escola de natação. Carolina Sthela Ferreira dos Anjos ficou conhecida nos últimos dias por agredir a funcionária de 19 anos e mandar áudio para as amigos no Whatsapp dizendo: “Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada”. 

As agressões contra a mulher grávida ocorreram junto com um amigo após Carolina acusar a empregada de roubar um anel. O caso veio à tona nesta terça-feira (5/5), mas Carolina já era conhecida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão desde 2020.

Ela foi processada e condenada por subtrair, mediante fraude e abuso de confiança, valores referentes ao pagamento de mensalidades de alunos do estabelecimento chamado Aquarius Natação. O prejuízo total, durante os meses de dezembro de 2020, além de janeiro, fevereiro e março de 2021, foi de R$20.121,65.

Carolina dos Anjos, também com um amigo, foi denunciada pela irmã, uma das sócias-proprietárias da Aquarius Natação. Ela trabalhava na área de Recursos Humanos como assistente de RH e era responsável por receber pagamentos das mensalidades dos alunos, captar novos clientes, entre outras funções.

Além de desviar o dinheiro das mensalidades, os dois foram acusados de furtar um notebook da escola de natação. Ambos foram condeados a 6 anos e 7 meses de reclusão, com regime inicial semiaberto. Além da decisão para pagarem indenização reparatória pelos danos materiais causados às vítimas.

Carolina chegou a recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ação, foi defendida pela Defensoria Pública. No entanto, a Corte Superior não acolheu o agravo. Assim, a decisão do Maranhão ficou mantida. O caso transitou em julgado (quando não há mais possibilidade de recurso) em 2025.

Agressão

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Durante as investigações, a polícia encontrou áudios em que Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, narra as agressões em um grupo de amigos no WhatsApp. Nas gravações, ela relata que contou com a ajuda de um amigo armado, que colocou a vítima de joelhos e inseriu a arma na boca da funcionária grávida.

Sob ameaça, a doméstica foi obrigada a se ajoelhar enquanto o homem lhe desferia coronhadas e a patroa a agredia com tapas. “Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada”, confessou Carolina.

Confira: 

 

Ainda nas gravações, a investigada relata que uma viatura da PM chegou a abordá-los no dia do crime, mas que ela foi liberada por um policial que a conhecia. Segundo o relato da agressora, o policial a alertou: “Carol, se não fosse eu, eu tinha que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas”.

Ao Metrópoles, o delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, disse que enviará o nome do tal policial que “acobertou” o caso para a corregedoria da polícia. Ele informou, ainda, que vai pedir a prisão preventiva da patroa.

Grávida de 6 meses

A empregada doméstica, Samara está grávida de seis meses e aceitou o contrato de um mês para trabalhar na casa de Carolina com o intuito de conseguir dinheiro para pagar o enxoval do bebê

De acordo com Wanderley, a agressão ocorreu na residência onde a vítima dormia e trabalhava. Ainda fora de seu horário de serviço, pela manhã, Samara foi surpreendida pela patroa acompanhada do tal comparsa, ainda não identificado pela polícia.

Durante as agressões, a vítima foi arrastada pelos cabelos para o interior da casa. Após o episódio, a funcionária conseguiu fugir e pediu ajuda na casa de uma vizinha. O delegado informou que o caso está sendo tipificado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.

“Eu nunca tinha me deparado com uma situação dessa (…). É tortura. É tortura e uma lesão corporal gravíssima com risco de aborto”, diz Wanderley.

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