Manoela Alcântara

No X, Mario Frias responde ministro Flávio Dino sobre intimação por Dark Horse

Frias disse que chega ao Brasil segunda-feira, “desde já me colocando à disposição de Vossa Excelência, para inclusive um encontro ao vivo”

atualizado

metropoles.com

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mario Frias
1 de 1 Mario Frias - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O deputado federal Mario Frias (PL) respondeu, nesta quinta-feira (21/5), via redes sociais, a cobrança que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez a Hugo Motta (Republicanos), para que o presidente da Câmara dos Deputados preste explicações sobre a viagem de Frias ao exterior.

Nas redes sociais, Frias disse que chega ao Brasil na segunda-feira (25/5), “desde já me colocando à disposição de Vossa Excelência, para inclusive um encontro ao vivo”. O STF tenta intimar o deputado para que ele explique as emendas parlamentares destinadas a uma ONG ligada à produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Veja o post no X:

Prazo de 48 horas

Na quarta (20/5), Flávio Dino deu prazo 48 horas para que Motta explique a viagem de Frias. Dino quer saber sobre a situação funcional e o período autorizado para participação em missão oficial de que o parlamentar alega fazer parte.

O ofício com a cobrança foi expedido após o STF tentar intimar por quase um mês seguido o deputado federal Mario Frias, para que ele explique o repasse de emendas parlamentares destinadas à organização não governamental (ONG) Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

Ele teria destinado R$ 2 milhões à ONG, segundo denúncia feita ao Supremo. Motta deve explicar sobre uma missão internacional que Frias alega cumprir. O deputado do PL está em Bahrein. A informação foi publicada em primeira mão pela jornalista Camila Bonfim, do G1, e confirmada pelo Metrópoles.

Nova tentativa

A última tentativa de intimação partiu de ação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que requisita a apuração de repasses de emendas parlamentares para o que classificou como um “ecossistema de pessoas jurídicas interconectadas”.

Segundo a denúncia, Mario Frias – que, além de parlamentar, é produtor-executivo do filme – repassou valores oriundos de emendas parlamentares à ONG Instituto Conhecer Brasil.

São questionados repasses às seguintes ONGs:

  • Instituto Conhecer Brasil;
  • Academia Nacional de Cultura;
  • Go Up Entertainment; e
  • Conhecer Brasil Assessoria.

Segundo a denúncia de Tabata ao STF, todas essas organizações estariam sob comando de Karina Ferreira da Gama, produtora cultural ligada à produção do filme Dark Horse.

O ministro Flávio Dino, relator da ação, decidiu intimar os deputados federais Mario Frias, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS). A decisão é do dia 21 de março, no âmbito da ADPF 854.

De acordo com a denúncia, a ONG Academia Nacional de Cultural também teria recebido cerca de R$ 2,6 milhões de parlamentares, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollon.

O filme Dark Horse entrou na pauta novamente após a divulgação de um áudio do senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência, no qual ele cobra dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme.

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