
Manoela AlcântaraColunas

Neurocientista de Bolsonaro fala sobre “Estímulo Elétrico Craniano” para tratar soluços
O neurocientista Ricardo Caiado concedeu entrevista ao Metrópoles e falou sobre o tratamento na Papudinha e em prisão domiciliar
atualizado
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Em prisão domiciliar após internação no Hospital DF Star, em Brasília, Jair Bolsonaro (PL) passa por tratamento constante para melhorar a qualidade do sono, a ansiedade, a depressão e as crises de soluço.
Em 2025, o ex-presidente começou a usar a técnica de Estímulo Elétrico Craniano (CES) com o neurocientista Ricardo Caiado. Ele seguiu o protocolo na Papudinha e, agora, manterá, mediante autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), a medida em casa, inicialmente, por 90 dias.
A coluna entrevistou Ricardo Caiado para que o especialista explicasse como funciona esse estímulo elétrico e como Bolsonaro tem reagido. Caiado explicou que Bolsonaro é um paciente disciplinado com o protocolo e teve melhoras consideráveis no quadro de saúde. Veja entrevista na íntegra:
O neurocientista explicou que o ambiente prisional, na Papudinha, onde Bolsonaro cumpria pena de 27 anos e 3 meses de prisão por trama golpista, deixou o corpo do ex-presidente em estresse elevado, o que acabou por prejudicar também o estado emocional.
A expectativa é que o estresse reduza em casa e o tratamento siga a evolução. Caiado explicou que há a necessidade de continuidade para respostas eficazes e duradouras. Segundo o neurocientista, esse tipo de neuromodulação não invasiva tem o objetivo de promover a “regulação funcional da atividade neurofisiológica central”.
O método é aplicado por meio de “clipes auriculares bilaterais” enquanto o paciente permanece “em repouso consciente”, em sessões que duram entre 50 minutos e 1 hora.
Na Papudinha, o Estímulo Elétrico Craniano era realizado ao final do dia, em horário de repouso, dentro das regras de segurança impostas no presídio. O aparelho para aplicação do método é relativamente pequeno e pode ser levado também para a casa de Bolsonaro.
Resultados
Em abril de 2025, Bolsonaro passou por esse mesmo tratamento. Após as primeiras aplicações da neuromodulação, por seis dias, Caiado explica que “foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços“.
O especialista ainda relata melhora significativa na qualidade do sono e no quadro de soluços, que chegaram a parar durante aquele período daquela internação. O tratamento prolongado, portanto, pode trazer significativa melhora para o quadro médico de diversas comorbidades.
O tratamento de neuromodulação é uma complementação à medicação hoje já usada por Bolsonaro. O neurocientista começou a atuar junto ao ex-presidente por uma indicação de Michelle Bolsonaro, que já o conhecia.
