Leia a íntegra da carta do pai de Vorcaro enviada a Mendonça, do STF
No documento, Henrique Vorcaro nega qualquer envolvimento em esquemas criminosos e pede a revogação de sua prisão preventiva

O empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, enviou uma carta formal ao ministro André Mendonça, com cópia para todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, ele nega qualquer envolvimento em esquemas criminosos e pede, novamente, a revogação de sua prisão preventiva.
Ao contrário do que diz investigação da Polícia Federal, o empresário alega que teria apenas “negócios comerciais dos empreendimentos que são honestos”, disse.
“Eu, Henrique Moura Vorcaro, declaro falar a verdade, nada além da verdade, em nome de Deus e da justiça, sob pena de perjúrio“, afirma o investigado na abertura da carta.
Leia a íntegra do documento escrita por Henrique Vorcaro
Preso há cerca de quatro meses no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Minas Gerais, Henrique Vorcaro classifica as conclusões da Polícia Federal (PF), de que teria atuado como “mandante” ou “chefe” de um núcleo violento para intimidar adversários, como um “absurdo completo” e uma narrativa “fantasiosa”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraSegundo o empresário, sua prisão decorre de uma interpretação distorcida de mensagens trocadas no âmbito de relações comerciais legítimas mantidas há mais de cinco anos.
O pai de Daniel Vorcaro explica na carta aos ministros que suas tratativas financeiras com parceiros de negócios, como os citados “Sr. Phillipi”, “Sr. Manolo” e “Sr. Marilson”, envolviam a compra, venda e intermediação de terrenos e empreendimentos imobiliários em Campo Grande (RJ) e na região de Lagoa/Nova Lima (MG).
“Aflitos financeiramente”
Ele sustenta que menções a cobranças urgentes ou à necessidade de “pagar turma” eram apenas argumentos comerciais agressivos usados por parceiros em momentos nos quais estavam “aflitos financeiramente” para antecipar recebimentos.
Distanciamento do Banco Master
Na carta, o empresário limita as fronteiras entre suas atividades privadas e os negócios de seu filho, Daniel Vorcaro. Embora ressalte o afeto paternal e lembre que Daniel trabalhou a seu lado dos 15 aos 33 anos, Henrique afirma que o filho quis seguir “voo solo” e sempre o manteve afastado das operações bancárias.




