Manoela Alcântara

Gilmar diz que Vieira “esqueceu dos seus colegas milicianos” em relatório da CPI. Veja vídeo

Gilmar diz que CPI ignorou milicianos e desviou foco da investigação para atingir o STF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Luiz Silveira/STF
Foto de Gilmar Mendes, ministro do STF, em sessão na Segunda Turma
1 de 1 Foto de Gilmar Mendes, ministro do STF, em sessão na Segunda Turma - Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o relatório da CPI do Crime Organizado, relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e disse que o parlamentar “esqueceu dos seus colegas milicianos”.

Em sessão na Segunda Turma, Gilmar subiu o tom. Mais cedo, o ministro já havia se manifestado pelas redes sociais sobre o relatório que propôs o indiciamento dele, além dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Gilmar afirmou que, ao saber da inclusão de seu nome no relatório, reagiu com curiosidade.

“Quando vi o meu nome inserido nessa tal lista de indiciados, por parte do senador relator, neste caso, eu disse: é curioso. Ele [Alessandro Vieira] se esqueceu dos seus colegas milicianos. Decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal por ter concedido um habeas corpus. Mas só esse fato narrado já demonstra o quanto nós descemos muito da escala das degradações”, pontuou o ministro na tarde desta terça-feira (14/4).

O decano afirmou que a CPI foi instaurada para investigar o crime organizado, especialmente após o confronto entre a polícia e integrantes do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro no ano passado, mas criticou a atuação da comissão.

Segundo o ministro, a CPI “não promoveu sequer a quebra de sigilos de milicianos ou integrantes de facções que controlam territórios no Rio de Janeiro”.

“É chocante. Por isso, causa perplexidade que o relator da CPI, oriundo das fileiras policiais, não tenha dirigido suas apurações para aqueles que, abandonando o dever público, cruzaram para o lado das milícias e passaram a oprimir as próprias comunidades que deveriam proteger”, disse.

“Obter votos”

O ministro Dias Toffoli, também incluído no relatório, reagiu e classificou o documento como “aventureiro” e uma tentativa de “obter votos”.

Toffoli classificou o relatório como “antidemocrático” e “corrupto” e afirmou que “essas pessoas não merecem a dignidade de ter a possibilidade de ser elegível”.

“É um relatório completamente infundado, sem base jurídica, sem base em verdade factual e com um único e nítido sentido de obter votos. Isso é abuso de poder”, disse o ministro.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?