
Manoela AlcântaraColunas

Toffoli diz que relatório da CPI é “aventureiro” e visa “obter votos”. Veja vídeo
Segundo o ministro, o conteúdo não tem base factual, configura abuso de poder e seria “infundado”
atualizado
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o relatório da CPI do Crime Organizado que pede o indiciamento dele é “aventureiro” e uma tentativa de “obter votos”.
Em sessão na Segunda Turma, na tarde desta terça-feira (14/4), Toffoli classificou o relatório como “antidemocrático” e “corrupto” e afirmou que “essas pessoas não merecem a dignidade de ter a possibilidade de ser elegível”.
“É um relatório completamente infundado, sem base jurídica, sem base em verdade factual e com um único e nítido sentido de obter votos. Isso é abuso de poder”, disse o ministro.
Toffoli prosseguiu afirmando que a conduta configura abuso de poder e pode levar até à inelegibilidade. Para ele, “atacar instituições é atacar o Estado Democrático de Direito, é atacar a democracia”.
“E esse voto é um voto conspurcado, porque ele é antidemocrático, é anti-Estado Democrático de Direito, é um voto corrupto”, pontuou Toffoli.
O ministro prosseguiu: “E essas pessoas não merecem a dignidade de ter a possibilidade de ser elegível. É assim que a Justiça eleitoral deverá tratar. Uma vez, evidentemente, havendo impugnações às candidaturas respectivas. É bom ficar nesse registro”.
Toffoli será ministro titular do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de outubro deste ano, ocupando a vaga da ministra Cármen Lúcia.
