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Manoela Alcântara

Gilmar critica vazamentos durante gestão de Fachin, mas elogia serenidade.

Em homenagem ao primeiro ano da gestão de Fachin na presidência do STF, Gilmar citou a trajetória do ministro e casos como a Lava Jato

30/09/2026 15:25, atualizado 30/09/2026 15:49
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Gilmar critica vazamentos durante gestão de Fachin, mas elogia serenidade

Em homenagem ao primeiro ano de gestão do ministro Edson Fachin à frente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes falou sobre divergências, vazamentos seletivos e definiu o perfil de Fachin como sereno.

Durante discurso no plenário do STF, o decano da Corte lembrou o que Fachin falou ao assumir a presidência do STF: “Vossa Excelência afirmou: “Assumo, não um poder, mas um dever: respeitar a Constituição e apreender limites. E acrescentou: Com serenidade, empenhar-me-ei na preservação dos valores que moldam a identidade do Supremo Tribunal Federal”.

Gilmar ressaltou que essa serenidade é vista durante a gestão de Fachin: “E é isso o que temos visto: em um ambiente de temperatura elevada, vossa excelência tem mantido o tom sóbrio, a palavra medida e o comprometimento integral com a manutenção da constância, da tranquilidade e do ethos decisórios do Tribunal”.

Veja fala:

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O decano da Corte ainda lembrou que Fachin, após o trágico falecimento do ministro Teori Zavascki, herdou a relatoria dos processos da Operação Lava Jato. Para Gilmar, Fachin conduziu os processos com equilíbrio, “sem concessões ao espetáculo ou a interesses políticos, zelando pelo avanço das investigações e pelo julgamento das ações penais delas decorrentes”.

Naquela ocasião, Gilmar lembrou as constantes divergências em questões centrais da operação. No entanto, frisou: “Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia: a convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma”.

E, completou: “Naquela quadra, ministro Fachin, não houve notícias de vazamentos seletivos em nossos gabinetes – apesar da sensibilidade dos documentos que estavam sob nossa responsabilidade – tampouco qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações. Discordamos no resultado; nunca na equidistância que deve guiar a postura de qualquer magistrado“.

Sem citar o recente Caso Master, Gilmar nessa fala reitera o pensamento de que o ministro André Mendonça, relator do Caso Master, agiu de forma político-eleitoral ao dar publicidade a relatório da Polícia Federal que contém apontamentos sobre possíveis trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Por fim, o decano fez um balanço da gestão de Fachin. Ressaltou que, no primeiro semestre deste ano, o plenário julgou mais de 3,4 mil processos, o dobro do registrado no mesmo período de 2025, e o Tribunal decidiu o mérito de 19 temas de repercussão geral, o que permitiu a retomada de mais de 42 mil processos que aguardavam, nas demais instâncias, decisões do STF.