Flamengo no STF: proibição de bets compromete Olimpíadas e 1,2 mil empregos.
O vice-presidente do Flamengo, Flávio Willeman, ressaltou que a proibição das bets provoca uma perda de receita de R$ 430 milhões ao clube

O vice-presidente do Flamengo, Flávio de Araújo Willeman, falou sobre as consequências da proibição das bets no Brasil, em audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (3/11).
Segundo dados apresentados por Willeman cerca de 1,2 mil empregados do clube poderão ser impactados. Além disso, como segundo maior fornecedor de ateltas olímpicos do mundo, o vice presidente do clube de regatas estima “impacto severo” nos jogos olímpicos que se aproximam.
Segundo apresentado em fala no STF, a estimativa é de que a proibição provoque uma perda de receita de R$ 430 milhões ao clube. Willeman ressaltou que todos os contratos agora cancelados foram firmados com a certeza de amparo pela legislação vigenta, aprovada pelo Congresso Nacional. E que a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em outubro, provoca insegurança jurídica. Veja vídeo:
“De acordo com a legislação vigente, o Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e com empregados com base nesses contratos. O Flamengo acreditou que o Brasil, após amplo debate no Congresso Nacional, regulou as apostas neste país e, portanto, confiou que essa atividade econômica teria perenidade que possibilitasse às instituições desportivas celebrar contratos e contrair obrigações com base nessa legislação”, disse.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraO representante do Fluminense, Matheus Reis e Montenegro, frisou que diversos países tomaram medidas contra publicidade de bets e outros e deram meses para que houvesse uma transição. “No Brasil, houve uma proibição de algo que era regulamentado e foi nos dado 10 dias. Dez dias. É impossível”, disse.
Montenegro falou ainda sobre desempregos e os dramas das famílias relacionados às apostas. “As autordades de governo que falaram aqui citaram o drama da ludopatia. Há também o drama do desemprego, que será provocado por essa medida”, disse.
As falas ocorreram durante audiência pública para discutir os impactos da medida provisória que proibiu as apostas de cota fixa (bets) em todo o país. O debate foi convocado pelo ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de nconstitucionalidade (ADI) 8027.
Governo
Antes dos clubes de futebol, falaram ainda integrantes do governo. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva ressaltou a ligação das bets com o crime organizado. Elogiou ainda a medida provisória por proteger as famílias.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda ressaltou o problema da ludopatia, com crescimento de casos no brasil. “Não podemos tratar esse sofrimento para justificar o crescimento de um setor”, disse Messias. Ele ainda completou: “Temos que cortar o mal pela raiz”.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), também falou sobre os dados que já recebeu de segmentos diversos. Ao abriu a audiência pública na Corte para tratar dos impactos da medida provisória que proibiu as apostas de cota fixa (apostas) em todo o país, Fuz afirmou que todos os dados colhidos até momento apontam para as “consequências nocivas das bets” no Brasil.
Até o fim desta terça, participarão da audiência representantes de órgãos do Poder Executivo, de clubes de futebol, de organizações esportivas, do comércio e de associações e de institutos ligados ao setor de apostas.

